Preso na Operação Compliance Zero morre após tentativa na cela da PF

Justiça é comunicada e procedimento apura caso envolvendo investigado do grupo

Um dos presos na nova fase da Operação Compliance Zero morreu após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, foi socorrido, levado ao hospital e teve morte cerebral constatada, condição que, pela legislação brasileira, configura óbito.

A Polícia Federal informou que agentes perceberam a ocorrência por meio de câmera de segurança e prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o SAMU. O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável por determinar as prisões, foi comunicado oficialmente. A instituição afirmou que abrirá procedimento para apurar as circunstâncias do fato e disponibilizará os registros em vídeo.

Foto: PM-MG
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um dos presos em nova fase da Operação Compliance Zero, cujo apelido é 'Sicário'

Mourão era investigado por suposta participação em uma milícia privada ligada ao ex banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Segundo as investigações, o grupo discutia medidas de intimidação contra desafetos e teria atuado para obter informações e pressionar adversários.

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No despacho que autorizou as prisões, o ministro relator mencionou diálogos atribuídos aos investigados envolvendo simulações e ameaças, elementos que fundamentaram as medidas cautelares. A defesa dos envolvidos nega irregularidades e afirma confiar no devido processo legal.

O episódio acrescenta um desfecho trágico a uma investigação que já estava sob análise do Judiciário. No entanto, o rito permanece o mesmo. Prisões são determinadas com base em decisão fundamentada, custódias são monitoradas e, diante de qualquer ocorrência, instauram se procedimentos formais de apuração.

Em um Estado de Direito, até os fatos mais graves seguem protocolo. A Justiça decide, a polícia executa, a investigação continua e cada ato é documentado. Legalidade não é acessório, é regra inclusive quando a notícia é dura.

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