Secretária de Saúde denuncia tentativa de feminicídio e cobra responsabilização

Caso é investigado pela Polícia Civil e reforça a importância da proteção às vítimas de violência
Redação

A secretária municipal de Saúde de Francisco Ayres, Rosimeire Nunes, denunciou ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio na manhã do dia 1º de janeiro. O principal suspeito é o ex-companheiro, que, segundo o relato, não aceitava o fim do relacionamento e já vinha adotando comportamento ameaçador.

Foto: Redes Sociais
Rosimeire Nunes

De acordo com a secretária, o relacionamento havia terminado há algum tempo, mas o homem insistia em retomar contato. Desde setembro, ela passou a receber mensagens com agressões verbais e ameaças, o que a levou a bloquear o número. Em dezembro, após trocar de aparelho celular e recriar a conta no WhatsApp, o contato foi desbloqueado automaticamente e as investidas recomeçaram, com ligações e pedidos para reatar.

Na madrugada do dia 1º de janeiro, durante uma confraternização de Ano-Novo, o suspeito teria visto Rosimeire acompanhada de outra pessoa e passou a enviar novas mensagens. Pouco tempo depois, ele foi até a residência da vítima, invadiu o local e iniciou agressões contra ela e o homem que a acompanhava.

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Segundo o relato, o suspeito quebrou o vidro de uma janela para entrar no quarto, ferindo-se no processo, mas ainda assim conseguiu praticar as agressões. As ações só cessaram quando ele perdeu forças em razão do ferimento e fugiu do local. Posteriormente, o homem foi encaminhado ao Hospital de Floriano, onde passou por procedimento cirúrgico.

Rosimeire foi socorrida por vizinhos, recebeu atendimento médico e registrou boletim de ocorrência. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Floriano, que apura os fatos e as responsabilidades criminais.

A vítima informou que o ex-companheiro segue internado e que, até o momento, não houve decretação de prisão preventiva, o que tem gerado temor quanto à própria segurança. O episódio reacende o debate sobre a necessidade de respostas rápidas e firmes do sistema de Justiça em casos de violência contra a mulher, garantindo proteção às vítimas e responsabilização dos agressores, conforme prevê a legislação brasileira.

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