Sem voo para a impunidade: lei pousa firme para proteger crianças
Piloto é preso em Congonhas e investigação reforça que crime não tem privilégio
RedaçãoA Polícia Civil de São Paulo mostrou que, diante da lei, não existe altitude suficiente para escapar da responsabilidade. Um piloto de 60 anos foi preso na manhã desta segunda-feira (9), dentro da aeronave no aeroporto de Congonhas, suspeito de liderar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes.
O suspeito se preparava para comandar um voo com destino ao Rio de Janeiro quando foi detido. Segundo a polícia, ele é investigado por uma série de crimes graves, incluindo estupro de vulnerável, favorecimento da exploração sexual infantil, produção e compartilhamento de material ilegal e uso de documentos falsos. Ao menos dez vítimas já foram identificadas.
A operação também resultou na prisão de uma mulher de 55 anos, apontada como responsável por negociar o abuso de três netas, além de outra mulher presa em flagrante. As investigações indicam que os crimes ocorreram de forma reiterada ao longo de anos, dentro de uma estrutura organizada.
Foram cumpridos mandados de busca em imóveis ligados ao suspeito, na capital e na Grande São Paulo. As apurações começaram após uma vítima, já maior de idade, procurar a polícia em 2025.
A Latam informou que abriu investigação interna e afirmou repudiar qualquer conduta criminosa, colocando-se à disposição das autoridades.
A ação integra a operação Apertem os Cintos, do DHPP, que reforça um princípio básico do Estado de Direito: quando se trata de proteger crianças, a lei não atrasa, não cancela e não faz concessões.