Suspeito de golpe milionário entra na lista da Interpol e pode ser preso em 190 países
Investigado por esquema que movimentou R$ 440 milhões segue foragido e é alvo de alerta internacional
RedaçãoO trader Francisco das Chagas Chaves, conhecido como Chico, apontado como um dos principais investigados em um suposto esquema de pirâmide financeira que teria movimentado mais de R$ 440 milhões no Piauí e no Maranhão, passou a integrar oficialmente a lista de difusão vermelha da Interpol.
A informação foi confirmada pelo delegado Luciano Alcântara durante entrevista concedida a um veículo de comunicação. Segundo a autoridade policial, a inclusão ocorreu após a expedição de mandado de prisão e diante da suspeita de que o investigado esteja fora do Brasil.
De acordo com o delegado, o pedido contou com apoio da Polícia Federal e permite que Francisco das Chagas seja localizado e preso em qualquer um dos mais de 190 países integrantes da Interpol.
“Ele foi incluído na lista internacional em razão da existência de mandado de prisão em aberto e da informação de que não estaria em território nacional. Com isso, poderá ser preso em qualquer país membro da organização”, explicou o delegado.
As investigações apontam que o esquema teria atraído cerca de 300 vítimas nos estados do Piauí e Maranhão, com promessas de altos rendimentos financeiros por meio de supostas operações de investimento.
Segundo a Polícia Civil, a localização exata do investigado ainda é desconhecida. As últimas informações levantadas durante as apurações indicavam que ele poderia estar em Portugal. Posteriormente, surgiram relatos de que teria sido visto em uma cidade do Paraguai, mas até o momento seu paradeiro permanece incerto.
A inclusão na lista da Interpol representa um importante avanço nas investigações, ampliando a cooperação internacional para localização e captura do suspeito.
Enquanto Chico permanece foragido, a Polícia Civil do Piauí segue avançando nas apurações. Na segunda fase da Operação Extrema Confiança, deflagrada nesta semana, foram cumpridas prisões preventivas, medidas cautelares e mandados de busca e apreensão em Teresina, São Luís e Timon contra outros investigados por participação no esquema.
As investigações continuam e a expectativa é que, após a conclusão dos trabalhos policiais e da análise financeira detalhada, os envolvidos sejam formalmente indiciados pelos crimes apurados, entre eles estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro.