Tornozeleira não é salvo-conduto: Draco bate à porta em Cristalândia

Polícia e Justiça lembram que monitoramento é medida cautelar, não licença para o crime
Redação

Cinco pessoas foram presas e 13 mandados judiciais cumpridos durante uma ação do Draco em Cristalândia, a 672 km de Teresina. Entre os detidos, um velho conhecido das autoridades: um suspeito monitorado por tornozeleira eletrônica, que aparentemente confundiu o equipamento com acessório decorativo — até a polícia chegar.

Foto: SSP-PI
Suspeito com tornozeleira é preso em Cristalândia com drogas e armas

Nas diligências, os agentes apreenderam tablets de drogas, duas armas de fogo, munições e uma balança de precisão, itens clássicos do “empreendedorismo” ilegal que a operação se propôs a interromper. As investigações indicam que os alvos têm ligação com uma facção criminosa atuante na região, o que reforçou a necessidade da ofensiva.

Segundo o delegado Charles Pessoa, entre os presos está um homem que já vinha sendo monitorado há cerca de dois meses. A ficha, longe de ser discreta, inclui ao menos três prisões anteriores, passagens por tentativa de homicídio e tráfico de drogas — um currículo que não recomenda reincidência, mas que, ainda assim, insistiu em se atualizar.

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Foto: SSP-PI
Suspeito com tornozeleira é preso em Cristalândia com drogas e armas

“Mesmo monitorado por tornozeleira eletrônica, ele continua atuando no tráfico de drogas e descumprindo as medidas cautelares. Ele também é investigado por homicídio”, destacou o delegado.

A operação cumpriu seu papel: mostrou que a polícia investiga, a Justiça autoriza e o Estado age. A tornozeleira monitora; quem faz cumprir a lei é a ação integrada. Em Cristalândia, ficou claro que cautelar não é impunidade — e que, quando a regra é desrespeitada, a resposta vem.

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