Eduardo Bolsonaro antecipa derrota eleitoral e culpa o STF
Ex-deputado atribui à Justiça consequências legais de sua própria conduta e ausências
RedaçãoTítulo: Eduardo Bolsonaro antecipa derrota eleitoral e culpa o STF
Subtítulo: Ex-deputado atribui à Justiça consequências legais de sua própria conduta e ausências
Em tom de previsão conveniente, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que “provavelmente” será impedido de concorrer às eleições de 2026 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em entrevista ao Jornal do SBT News, poucos dias após a perda de seu mandato na Câmara dos Deputados — não por perseguição política, mas por ausência não justificada em sessões deliberativas.
Embora não tenha tido os direitos políticos cassados, Eduardo perdeu o mandato por permanecer fora do país desde fevereiro, vivendo nos Estados Unidos após pedir licença de 120 dias e não retornar ao fim do prazo. Ainda assim, atribui sua situação a um suposto processo “esdrúxulo”, instaurado a partir de pedido do líder do PT na Câmara e conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ex-parlamentar é réu no STF por coação, sob suspeita de articular sanções econômicas do governo Donald Trump contra o Brasil — detalhe que costuma ficar em segundo plano quando o discurso é o de vítima institucional. Segundo ele, esse processo teria sido o motivo para sua permanência no exterior.
Na entrevista, Eduardo também antecipou uma eventual condenação e citou a Lei da Ficha Limpa como provável obstáculo à sua elegibilidade, estendendo a previsão a outros parlamentares de direita, sem apresentar fundamentos jurídicos específicos.
Enquanto o ex-deputado transforma decisões previstas em lei em narrativa de perseguição, os fatos permanecem objetivos: mandato perdido por faltas, processo em curso no Supremo e direitos políticos ainda preservados — ao menos até que a Justiça conclua seu trabalho. O STF e o deputado Lindbergh Farias foram procurados pelo SBT News, mas não se manifestaram até o momento.