Lula defende mais investimentos no setor de Defesa para "não deixar ninguém meter o nariz no nosso país"
Declaração foi dada durante visita institucional às instalações da Avibras Aeroco, localizadas em Jacareí (SP)
RedaçãoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (24) mais investimentos no setor de Defesa brasileiro, com a finalidade de "não deixar ninguém meter o nariz no nosso país". A declaração foi dada durante visita institucional às instalações da Avibras Aeroco, localizadas em Jacareí (SP).
"Eu quero as Forças Armadas bem preparadas, bem treinadas, com os soldados que forem suficientes para tomar conta desse país. Quero elas bem preparadas do ponto de vista de poderio, de armamento, de conhecimento científico e tecnológico, para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância, falando de paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país", disse.
Durante sua fala, o chefe do Executivo nacional destacou que o governo brasileiro precisa "levar em conta que a Defesa é séria".
"Nós como nação temos que cuidar da defesa. Esse país é muito poderoso. Além da quantidade de 8 milhões e meio de quilômetros quadrados, a gente ainda não sabe a riqueza dos minerais críticos e terras raras que temos no país. Temos a maior floresta do mundo como reserva, temos 12% de água doce do planeta Terra, temos 214 milhões de pessoas que temos que tomar conta. Precisamos levar em conta que a Defesa é séria", prosseguiu.
O presidente brasileiro lembrou, ainda, da guerra entre Brasil e Paraguai e ressaltou que durante conflitos internacionais "ou você arruma dinheiro ou você está ferrado".
"Nós temos 8 mil quilômetros de mar. Ainda controlamos, da nossa responsabilidade, 5 milhões e 700 mil quilômetros de água. Temos fonteiras com todos os países da América do Sul, menos Chile e Equador. E a gente tem os loucos pelo mundo querendo fazer guerra [...] Não podemos esquecer que, em um belo dia, o Paraguai resolveu invadir o Brasil. Eles invadiram Corumbá, ao mesmo tempo que invadiram Uruguai e Argentina. Aquela guerra, que parecia que não era nada, durou cinco anos. Aquela guerra, eu ainda não tenho preciso, mas deve ter consumido o equivalente a cinco Orçamentos do país naquela época. Quando tem uma confusão, ninguém fica perguntando se tem dinheiro ou não. Quando começa a confusão, ou você arruma [dinheiro] ou você está ferrado", afirmou.