Caos na Saúde: MP abre o 7º inquérito e FMS segue firme no campeonato de problemas
Teresina segue consolidando sua posição no ranking de “gestão criativa da saúde pública”
RedaçãoE Teresina segue consolidando sua posição no ranking de “gestão criativa da saúde pública”. O Ministério Público do Estado do Piauí resolveu inaugurar mais um capítulo dessa novela infinita e abriu o sétimo inquérito civil contra a Fundação Municipal de Saúde (FMS). Sim, sétimo — porque aparentemente a meta é virar série.
Segundo o documento, o novo procedimento busca garantir o óbvio: o direito constitucional à saúde. Aquilo que, teoricamente, deveria funcionar sem precisar do MP ligar o modo fiscalizador full time. Desta vez, o foco é a distribuição irregular de medicamentos, um tema que, ao que tudo indica, a FMS trata com a mesma organização de uma gaveta bagunçada.
A portaria foi assinada pelo promotor Marcelo de Jesus Monteiro Araújo, que, pelo visto, virou quase um gestor extraoficial da saúde pública da capital, já que precisa abrir investigação atrás de investigação apenas para ver se o básico está sendo feito. O procedimento se baseia em indícios de falhas na entrega de remédios — mais uma surpresa zero para quem acompanha o estado das unidades municipais.
O MP lembra ainda que as ações de saúde são de relevância pública e precisam ser prestadas de forma gratuita e regular. Duas palavrinhas — gratuita e regular — que parecem causar arrepios na administração municipal.
O promotor também determinou que o caso seja acompanhado por outros órgãos do Ministério Público, porque, convenhamos, supervisionar a saúde municipal virou trabalho de equipe.
O álbum de inquéritos da FMS em 2024–2025
Se outubro foi animado, novembro não está ficando atrás. Somando tudo, já são sete investigações, cada uma revelando uma faceta diferente da “gestão inovadora” da FMS:
Hospital Alberto Neto: supostas irregularidades gerais — porque sempre cabe uma investigação nova.
Falta de repasses a prestadores do SUS: clínicas e hospitais privados esperando e Prefeitura respondendo… bom, respondendo nada.
Demora excessiva nas cirurgias: a fila anda tão devagar que quase vira patrimônio histórico.
Não pagamento da assistência complementar para o piso da enfermagem: porque valorizar profissionais parece opcional.
Hospital do Monte Castelo sem ar-condicionado: porque calor de 40 graus combina com ambiente hospitalar, né?
CEIR sem repasses: mais um capítulo da novela “falta dinheiro, falta gestão, falta resposta”.
E agora chega o sétimo, fechando o pacote com chave de... bem, você sabe.
Outro lado (ou melhor, o silêncio de sempre)
A FMS... permaneceu calada. Nenhuma nota, nenhum esclarecimento, nenhum “estamos apurando”. O espaço segue aberto via 86-99850-1234 — só falta a disposição de ocupar.