PF escancara “pós-graduação em desvio público” na SEMEC e a Vice-Prefeitura de Jeová Alencar sob luz de abajur quente
Operação revela mais de R$ 23 milhões evaporando em depósitos fracionados
RedaçãoSemana movimentada onde operação revela mais de R$ 23 milhões evaporando em depósitos fracionados, empresas de fachada e uma coreografia financeira digna de academia de samba.
A Polícia Federal decidiu fazer uma visita matinal à Secretaria Municipal de Educação de Teresina (SEMEC) e, ao puxar um fio, caiu logo no braço direito da Vice-Prefeitura, Uiata Lima de Paula — que agora ostenta, involuntariamente, o título de “servidor mais famoso da capital”.
E como Jeová Alencar é o atual vice-prefeito, a operação joga holofotes tão fortes sobre seu entorno político que nem óculos escuros resolvem. Legalmente, nada contra Jeová. Politicamente, muita luz demais para quem preferia o modo silencioso do celular.
Segundo a PF, o esquema não era um descuido administrativo — era engenharia financeira com pós-graduação em criatividade, movimentando R$ 23,6 milhões por meio de depósitos fracionados, contas de passagem e empresas que só existiam no papel… e no extrato bancário.
Uiata — o homem que deveria fiscalizar contratos — aparece como recebedor de pagamentos “sem justificativa lícita”, feitos pelos operadores Marcus Almeida e Francisco de Jesus dos Reis. Segundo o relatório, o dinheiro ia e vinha como quem pega ônibus errado de propósito, só para despistar.
Entre os achados mais saborosos da investigação:
depósitos pingados como chuva fina, mas que somam rios de dinheiro;
repasse de R$ 635 mil para a construtora responsável pela mansão de Suelene Pessoa (porque, claro, não existe esquema sem tijolo gourmet);
empresas-irmãs que funcionavam como se fossem agência de viagens para dinheiro público;
beneficiários ocultos que só eram ocultos até a PF acender a luz da sala.
No fim, o relatório conclui que o dinheiro desviado chega direitinho ao “núcleo político-administrativo” — expressão elegante que indica o entorno de poder municipal. A ironia é que, na prática, quem virou manchete foi Uiata… e, por tabela, a sombra institucional do gabinete do vice-prefeito Jeová Alencar, que agora precisa explicar como seu primeiro escalão entrou num episódio que lembra “La Casa de Papel — edição Semec”.
Sobre a operação
As fraudes investigadas começaram em 2019 e 2022, ainda na gestão anterior, e renderam a exoneração de quatro servidores em 2025. Na operação desta semana, mais quatro pessoas foram presas — estes responsáveis pela alquimia financeira que transformava contratos de mão de obra em rota expressa para o ralo do orçamento público.
Segundo a PF, houve de tudo: direcionamento contratual, superfaturamento, empresas de fachada, retenção de salário de terceirizados… enfim, a coleção completa que qualquer corrupto amador sonharia ter.
Enquanto isso, a população olha para a SEMEC com tristeza e vê a necessidade do resgate dos bons tempos de resultados na educação e agora a sombra de algo nada “educado” que foi sua estrutura usada para lavagem de dinheiro.
O Revista40graus deixa espaço para o devido contraditório ou esclarecimentos em querendo as partes envolvidas via 86 99850-1234.