Influenza A avança no Brasil e especialista reforça medidas de prevenção

Casos graves aumentam e “etiqueta da tosse” ajuda a reduzir transmissão do vírus
Redação

O avanço dos casos de Influenza A no Brasil tem acendido um alerta entre autoridades de saúde e especialistas. Dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz indicam que, com exceção da região Sul, todas as demais regiões do país apresentam ზრდ crescente de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), variando entre níveis de alerta e alto risco.

Foto: Reprodução
Influenza A: especialista explica "etiqueta de tosse" para combater casos

A maior parte dessas ocorrências está associada ao vírus da influenza A, que pode evoluir para quadros severos, especialmente em idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Em situações mais graves, a infecção pode levar a complicações como pneumonia e até à morte.

Segundo o infectologista Klinger Faico, professor da Universidade Federal de São Paulo, o comportamento do vírus tem mudado nos últimos anos. Antes mais concentrada nos meses de outono e inverno, a circulação da influenza A tem ocorrido de forma antecipada e mais prolongada ao longo do ano.

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Esse cenário está associado, entre outros fatores, às mudanças climáticas e à maior circulação de pessoas em ambientes fechados, o que favorece a disseminação de vírus respiratórios. Além disso, a influenza A apresenta alta capacidade de mutação, o que exige atualizações frequentes das vacinas para garantir proteção contra as cepas mais recentes.

Sintomas podem confundir diagnóstico

Os sintomas da influenza A são semelhantes aos de outras infecções respiratórias, o que dificulta a identificação sem exames laboratoriais. Entre os principais sinais estão febre, tosse, coriza, dor de garganta, dores no corpo, fadiga e, em alguns casos, falta de ar.

De acordo com especialistas, o agravamento do quadro pode ocorrer rapidamente, principalmente em grupos de risco, o que reforça a importância de buscar atendimento médico diante de sintomas persistentes ou intensos.

Etiqueta da tosse e cuidados básicos são essenciais

Uma das principais recomendações para conter a disseminação do vírus é a chamada “etiqueta da tosse”. A prática consiste em cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar preferencialmente com o antebraço ou lenço descartável além de evitar expor outras pessoas a gotículas respiratórias.

A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel também é fundamental, assim como evitar tocar o rosto sem a devida limpeza.

O uso de máscaras volta a ser recomendado em situações específicas, principalmente para pessoas com sintomas gripais ou que convivem com indivíduos mais vulneráveis. Outra orientação importante é evitar sair de casa ao apresentar sinais da doença, reduzindo o risco de transmissão em ambientes coletivos.

Vacinação é a principal proteção

Especialistas reforçam que a vacinação anual continua sendo a forma mais eficaz de prevenção contra casos graves de influenza. A vacina é atualizada com base nas cepas em circulação no Hemisfério Norte, garantindo maior proteção à população brasileira.

A recomendação é que todos os públicos elegíveis procurem uma unidade de saúde para se imunizar, especialmente os grupos prioritários. A ampliação da cobertura vacinal é considerada essencial para reduzir internações e óbitos relacionados à doença.

Diante do aumento dos casos no país, a combinação de vacinação, cuidados individuais e atenção aos sintomas se torna decisiva para conter o avanço da influenza A e proteger a saúde coletiva.

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