Copom reduz taxa Selic para 14,75% ao ano
Corte representa a primeira diminuição da taxa básica de juros da economia desde o ano de 2024O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu, nesta quarta-feira (18), a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual. A taxa agora é de 14,75% ao ano.
O corte representa a primeira diminuição da Selic desde o mês de maio de 2024.
Em comunicado, o Copom informa que a redução “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.
“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz trecho.
Em relação ao cenário internacional, o comitê destaca que, no cenário atual, “os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.
“Nesse momento, as projeções de inflação apresentam distanciamento adicional em relação à meta no horizonte relevante para a política monetária. Ao mesmo tempo, a incerteza acerca dessas projeções foi elevada consideravelmente, em função da falta de clareza sobre a duração dos conflitos e de seus efeitos sobre os condicionantes dos modelos de projeção analisados”, diz o comunicado”, complementa.
A taxa Selic
A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Os integrantes do Copom - composto pelo presidente do Banco Central e por oito diretores da entidade -, são responsáveis por decidir se irão reduzir, manter ou elevar a Selic.
Com o aumento do juros, há a expectativa da redução do consumo e dos investimentos no país. Isso acarreta o encarecimento do crédito e provoca a queda nos preços para consumidores e produtores.
Fonte: Reprodução | g1 | Metrópoles
