Governo brasileiro mantém posição e descarta concessões em negociação tarifária com os EUA
Brasília afirma que não negociará temas considerados estratégicos enquanto aguarda decisão americana sobre tarifasO governo federal afirmou que não pretende fazer concessões em temas considerados estratégicos nas negociações comerciais com os Estados Unidos, enquanto aguarda a decisão do governo norte-americano sobre a possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras.
A expectativa é que a definição seja anunciada até quarta-feira (15). Apesar de manter canais de diálogo com autoridades norte-americanas, integrantes do governo brasileiro avaliam que há poucas chances de um acordo antes do prazo estabelecido.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), assuntos como o sistema de pagamentos Pix e a política para o etanol não estão na pauta de concessões do governo brasileiro. A posição oficial é de que esses temas envolvem interesses estratégicos e devem ser tratados de forma equilibrada nas relações bilaterais.
O ministro Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil considera inadequadas algumas das conclusões apresentadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação comercial que embasa a proposta de novas tarifas.
No caso do etanol, o governo brasileiro defende que qualquer discussão sobre redução de barreiras comerciais também considere o acesso do açúcar brasileiro ao mercado norte-americano, atualmente sujeito a restrições.
Governo mantém diálogo e avalia próximos passos
Embora as negociações continuem em andamento, integrantes do governo afirmam que o Brasil seguirá defendendo seus interesses comerciais e buscará ampliar a lista de produtos eventualmente excluídos das novas tarifas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que acompanha as negociações e demonstrou confiança na continuidade do diálogo entre os dois países.
Caso as novas tarifas sejam efetivamente implementadas, o governo brasileiro informou que avaliará as medidas cabíveis, incluindo os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, que estabelece mecanismos para resposta a sanções comerciais impostas por outros países.
Nos bastidores, autoridades brasileiras defendem que as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos devem permanecer baseadas no diálogo, na previsibilidade e no respeito mútuo, preservando os interesses econômicos e a soberania de ambas as nações.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores
