Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

Após condenação, mãe diz que pode viver o luto por morte de filha

Justiça impõe penas a ex-PMs e reforça resposta contra violência e abuso de poder
Redação

A condenação dos ex-policiais militares envolvidos na morte da menina Emilly Caetano Costa, de 9 anos, trouxe um sentimento de alívio à família após quase nove anos de espera por justiça. A mãe da criança, Dayane Félix, afirmou que a decisão representa o fim de um ciclo de dor e a possibilidade de finalmente viver o luto.

“Agora eu posso descansar, agora eu posso ter meu luto. A minha filha não volta mais, mas saber que eles estão presos me dá paz”, declarou.

Foto: Redes SociaisDayane Félix e a filha
Foto: Redes SociaisDayane Félix e a filha
Dayane Félix e a filha
e a filha

O julgamento, que durou mais de 24 horas, resultou na condenação do ex-PM Aldo Luís Barbosa Dornel por homicídio qualificado consumado, quatro tentativas de homicídio qualificado e fraude processual. As penas somam 97 anos de reclusão, além de 2 anos e 8 meses de detenção. Ele foi preso em plenário. Já o ex-policial Francisco Alves foi condenado por fraude processual, com pena de 2 anos e 3 meses de detenção.

O crime ocorreu na noite de 25 de dezembro de 2017, na Avenida João XXIII, em Teresina. Segundo as investigações, policiais efetuaram disparos contra o veículo onde estava uma família. Emilly foi atingida e morreu. O pai foi baleado na cabeça e ficou com sequelas. A mãe foi atingida de raspão enquanto segurava um bebê, e outras crianças também estavam no carro.

As apurações apontaram que houve perseguição e disparos mesmo após o veículo parar, sem abordagem clara, evidenciando uma ação desproporcional e fora dos padrões legais. Testemunhos e provas reforçaram a responsabilidade dos envolvidos.

Além da perda irreparável, a família enfrenta consequências emocionais profundas. Dayane relatou que desenvolveu depressão e ansiedade, enquanto outra filha também ficou com sequelas psicológicas.

Para a mãe, a condenação representa não apenas justiça, mas também um alerta. “Que isso não aconteça com outras famílias. Que haja mais responsabilidade nas abordagens”, afirmou.

O caso, que se estendeu por quase uma década, reuniu laudos periciais, exames balísticos, imagens e depoimentos. A decisão ainda cabe recurso, mas já representa uma resposta firme do sistema de justiça diante da gravidade dos fatos e da necessidade de responsabilização por condutas criminosas, especialmente quando envolvem abuso de autoridade e violação do direito à vida.

Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores

Comente