Cadastro da marca do rebanho passa a ser obrigatório no Piauí
Cadastro da marca do rebanho passa a ser obrigatório no PiauíO Governo do Estado do Piauí deu um passo importante para modernizar e fortalecer a defesa agropecuária ao tornar obrigatório o cadastro da marca do rebanho no sistema da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí. A medida, estabelecida pela Portaria nº 32, de 17 de abril de 2026, busca ampliar o controle sanitário, melhorar a rastreabilidade dos animais e trazer mais segurança tanto para o produtor quanto para a população.
Na prática, a “marca do rebanho” é o sinal utilizado pelo produtor para identificar seus animais. Com o registro atualizado no sistema, o Estado passa a ter mais precisão na identificação dos rebanhos, o que é fundamental em ações de fiscalização, no combate a doenças e até na prevenção de acidentes envolvendo animais em rodovias.
A iniciativa também está alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa, contribuindo para manter o Piauí como área livre da doença sem vacinação — um status que valoriza a produção local e abre portas para novos mercados.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, João Rodrigues, a rastreabilidade é uma ferramenta estratégica. “Ela garante mais segurança sanitária, fortalece o setor agropecuário e ainda contribui para a proteção da população, inclusive em ações conjuntas com a Polícia Rodoviária Federal”, destacou.
O que muda para o produtor?
O cadastro da marca do rebanho deve ser feito:
- No momento do registro inicial da propriedade e da atividade pecuária;
- Sempre que houver alteração na marca utilizada;
- Durante as atualizações cadastrais obrigatórias;
- Quando solicitado por servidores da Adapi.
É responsabilidade do produtor ou de seu representante garantir que as informações sejam corretas e atualizadas.
Benefícios da medida
Além de atender às exigências sanitárias, a nova regra traz vantagens diretas ao produtor rural:
Maior controle sobre o próprio rebanho;
Mais segurança em casos de extravio ou acidentes;
Facilidade na emissão de documentos oficiais;
Valorização da produção no mercado.
Atenção às regras
O não cumprimento da obrigatoriedade pode gerar consequências, como impedimento na emissão de documentos zoossanitários, incluindo a Guia de Trânsito Animal (GTA), além de sanções administrativas previstas em lei.
Com a medida, o Governo do Estado reforça seu compromisso com a qualidade da produção agropecuária, a saúde animal e o desenvolvimento sustentável do Piauí — beneficiando toda a cadeia produtiva e fortalecendo a confiança no setor.
Fonte: Revista40graus, ADAPI, mídias, redes sociais e colaboradores
