CRM aponta falhas estruturais no Hospital Areolino após morte de paciente
Conselho diz que unidade não reúne condições adequadas e aguarda providências da SesapiO Conselho Regional de Medicina do Piauí afirmou nesta quinta-feira 26 que o Hospital Areolino de Abreu, localizado na zona Norte de Teresina, não apresenta condições adequadas para receber pacientes, sejam eles oriundos do sistema prisional ou submetidos a internação provisória ou compulsória.
A manifestação ocorreu após a morte de um paciente na madrugada do mesmo dia. Segundo informações preliminares, ele foi encontrado sem vida em um banheiro da Ala Mariano Castelo Branco. Após o ocorrido, uma equipe do CRM realizou vistoria técnica na unidade.
De acordo com o presidente do Conselho, foram identificados problemas estruturais significativos. A inspeção apontou que as obras de reforma estão paralisadas há anos e que apenas cerca de 25 por cento dos serviços previstos foram executados. O hospital atualmente abriga aproximadamente 150 pacientes, dos quais cerca de 30 são oriundos do sistema prisional.
O relatório preliminar também destacou questões relacionadas à segurança e ao quadro de profissionais. Conforme o CRM, não há segurança armada na unidade, apenas vigilância patrimonial e agentes auxiliares. Foi observado ainda que não há enfermeiro durante o turno da noite e que o número de médicos é considerado insuficiente para a demanda de assistência e prescrição dos pacientes internados.
O Conselho informou que notificará a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí para que sejam adotadas providências, especialmente no que se refere à segurança dos profissionais e dos próprios pacientes.
O presidente do CRM também mencionou discussões nacionais sobre a política de atenção em saúde mental, incluindo recomendações do Conselho Nacional de Justiça sobre a reorganização do modelo de atendimento a pessoas que cumprem medidas de segurança determinadas pela Justiça. Segundo ele, a mudança na gestão dessas responsabilidades exige estrutura física adequada e equipes capacitadas.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí informou que respeita a atuação do Conselho Regional de Medicina e que aguarda o envio do relatório oficial para analisar as medidas indicadas. A Sesapi reafirmou compromisso com a transparência, a legalidade e a qualidade dos serviços prestados à população.
Fonte: Revista40graus, CRM-PI, SESAPI, mídias, redes sociais e colaboradores
