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Forro desaba em UBS e expõe crise estrutural na saúde de Teresina

Idosos ficam feridos em unidade pública; problema recorrente cobra ação efetiva da gestão

Parte do forro de gesso da Unidade Básica de Saúde Adelino Matos, localizada na zona Norte de Teresina, desabou na manhã desta quarta-feira (15) e deixou três pacientes idosos feridos. As vítimas foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, sendo duas encaminhadas à rede hospitalar com quadro estável e uma liberada após atendimento no local.

Foto: ReproduçãoUnidade Básica de Saúde (UBS) Adelino Matos, localizada na Vila São Francisco, zona Norte de Teresina
Unidade Básica de Saúde (UBS) Adelino Matos, localizada na Vila São Francisco, zona Norte de Teresina

O incidente ocorreu durante uma manutenção no telhado da unidade, segundo informou a Fundação Municipal de Saúde. A unidade foi interditada para reparos, enquanto a população aguarda, mais uma vez, a promessa de normalização dos serviços.

O episódio chama atenção não apenas pelo risco imediato aos pacientes, mas pelo contexto já conhecido: problemas estruturais que, ao que tudo indica, não surgiram de um dia para o outro. Minutos antes do desabamento, uma fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí havia identificado irregularidades como infiltrações, rachaduras, mofo e desgaste da estrutura.

A constatação reforça um cenário preocupante: unidades de saúde que deveriam garantir cuidado e segurança acabam expondo pacientes e profissionais a riscos evitáveis. Relatos indicam que as condições já haviam sido comunicadas previamente à gestão municipal, sem que medidas efetivas fossem adotadas a tempo.

Foto: ReproduçãoUnidade Básica de Saúde (UBS) Adelino Matos, localizada na Vila São Francisco, zona Norte de Teresina
Unidade Básica de Saúde (UBS) Adelino Matos, localizada na Vila São Francisco, zona Norte de Teresina

Segundo o Coren-PI, a situação compromete diretamente a qualidade da assistência e coloca em risco a integridade física de todos que utilizam o serviço. Ainda assim, profissionais seguem atuando de forma adaptativa para manter o atendimento, mesmo diante de limitações estruturais.

A FMS informou que não há risco estrutural no prédio após vistoria, mas o próprio histórico recente e as imagens registradas no local levantam questionamentos inevitáveis sobre a efetividade das ações preventivas.

O caso evidencia um problema mais amplo e recorrente em diversas regiões da capital: a precariedade da infraestrutura em unidades básicas de saúde. Em um sistema que deveria priorizar a prevenção e o cuidado, situações como essa invertem a lógica transformando espaços de assistência em ambientes de risco.

Diante disso, cresce a cobrança por responsabilidade, planejamento e ações concretas por parte da Prefeitura de Teresina. Afinal, garantir o funcionamento seguro das unidades de saúde não é apenas uma obrigação administrativa, mas um dever básico com a população que sustenta toda a estrutura pública.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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