Irã rejeita participar de nova rodada de negociações com os Estados Unidos
Declaração do governo iraniano ocorre três dias antes do fim do cessar-fogo entre os dois paísesO Irã rejeitou participar de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos que estava prevista para acontecer no Paquistão na segunda-feira (19). A informação foi divulgada pela agência estatal iraniana Irna neste domingo (18).
De acordo com a Irna, os Estados Unidos estão fazendo “exigências excessivas”, além de manterem “expectativas irrealistas”.
“O Irã declarou que sua ausência da segunda rodada de negociações decorre do que chamou de exigências excessivas de Washington, expectativas irrealistas, mudanças constantes de posição, contradições repetidas e o bloqueio naval em andamento, que considera uma violação do cessar-fogo", escreveu a Irna sem, no entanto, citar alguma fonte específica.
A declaração ocorre três dias antes do fim do cessar-fogo, iniciado em 7 de abril e previsto para terminar no dia 22 do mesmo mês.
Ainda neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou que enviados norte-americanos devem desembarcar, na segunda-feira, no Paquistão para uma nova rodada de negociações com o governo iraniano.
“Estamos oferecendo um ACORDO muito justo e razoável, e espero que eles o aceitem, porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão derrubar todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã", escreveu o presidente dos EUA. "Chega de Senhor Bonzinho!”, publicou Trump na rede social Truth Social.
Passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz
O Irã havia anunciado, na sexta-feira (17), a reabertura total do Estreito de Ormuz. No sábado (18), porém, voltou atrás e disse ter fechado a via marítima por conta de um bloqueio naval imposto pelos norte-americanos a postos iranianos.
Ainda no sábado, embarcações da Guarda Revolucionária iraniana dispararam contra dois petroleiros indianos que transitavam pela via. A medida foi criticada pelo presidente dos Estados Unidos.
“O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz — uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!”, publicou Trump neste domingo. “Isso não foi nada legal, foi?”.
Fonte: Reprodução | g1 | Metrópoles | UOL
