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Petróleo cai no mercado internacional com expectativa de acordo entre Irã e EUA

Possível avanço nas negociações reduz tensão sobre bloqueio no estreito de Hormuz
Redação

O mercado internacional de petróleo iniciou a semana em queda após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo relacionado ao conflito no Oriente Médio.

Na abertura do pregão deste domingo (24), o barril do petróleo Brent, referência global, era negociado abaixo dos US$ 100, cotado a US$ 99, registrando queda de aproximadamente 5% em relação ao fechamento da última sexta-feira (22).

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, abriu o mercado cotado a US$ 92, também com recuo de 5%.

Foto: ReutersNavios aguardam no estreito de Hormuz
Navios aguardam no estreito de Hormuz

A movimentação do mercado ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que as negociações com o Irã seguem em andamento de forma “ordenada e construtiva”. Apesar disso, Trump afirmou que o bloqueio americano no estreito de Hormuz continuará até que um acordo definitivo seja oficialmente concluído e assinado.

O estreito de Hormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo. Qualquer tensão militar na região costuma impactar diretamente os preços internacionais dos combustíveis e o mercado global de energia.

Segundo informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, um eventual acordo poderia permitir a normalização gradual da circulação de navios petroleiros na região em cerca de 30 dias. O memorando discutido também prevê flexibilização parcial de restrições econômicas e liberação de parte dos recursos iranianos bloqueados no exterior.

Analistas internacionais avaliam que o mercado reagiu positivamente à possibilidade de redução das tensões no Oriente Médio, embora ainda exista cautela diante das incertezas diplomáticas e militares na região.

Especialistas destacam que, mesmo com eventual cessar-fogo ou acordo político, a normalização total do fluxo de petróleo e a recuperação de estruturas afetadas pelo conflito ainda podem levar meses.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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