Anvisa e PF desarticulam esquema de canetas emagrecedoras ilegais em 12 estados
Operação apreende insumos milionários e protege consumidores contra produtos sem controleUma ação conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e da Polícia Federal resultou na identificação e apreensão de insumos utilizados na produção ilegal de canetas emagrecedoras em 12 estados brasileiros. A Operação Heavy Pen, deflagrada no Dia Mundial da Saúde (7), revelou um esquema que movimentou milhões de reais e colocava em risco a saúde da população.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em estados como São Paulo, Goiás, Ceará e Paraná, entre outros. As investigações apontam a existência de uma cadeia estruturada de produção e comercialização de medicamentos sem registro e sem controle sanitário, prática que configura crime e ameaça direta ao consumidor.
Substâncias sem registro e alto risco
Durante a operação, foi identificada a circulação da retatrutida, uma substância ainda em fase de estudos clínicos e sem aprovação por qualquer agência reguladora no mundo. O material foi localizado em Goiás e também citado em documentos fiscais de empresas em outros estados.
As equipes também encontraram grandes quantidades de tirzepatida manipulada irregularmente, incluindo mais de 17 mil frascos e insumos suficientes para produzir mais de 1 milhão de dispositivos injetáveis. Parte dessas substâncias era comercializada sem prescrição médica, o que agrava ainda mais os riscos à saúde.
Estrutura criminosa e movimentação milionária
Em uma das empresas investigadas na região metropolitana de São Paulo, foram identificadas movimentações suspeitas que somam cerca de R$ 4,8 milhões. As notas fiscais indicam a compra e uso de insumos farmacêuticos de forma irregular, evidenciando a dimensão financeira do esquema.
Além disso, foram apreendidas mais de 37 mil ampolas de diferentes substâncias manipuladas sem controle adequado, incluindo compostos utilizados de forma indevida para fins estéticos e de emagrecimento.
Combate ao crime e proteção à saúde
As apreensões também incluíram medicamentos de alta periculosidade, como anestésicos de uso controlado, além de bens de alto valor, como veículos e relógios, indicando possível ligação com atividades ilícitas mais amplas.
Para a Anvisa e a Polícia Federal, a operação reforça o compromisso das instituições com a segurança sanitária e o combate à pirataria e ao contrabando de medicamentos. O uso de produtos sem registro, sem procedência e sem controle de qualidade representa um grave risco, podendo causar efeitos adversos severos e até fatais.
A ação destaca a importância da fiscalização rigorosa e da conscientização da população. Consumidores devem sempre buscar medicamentos com procedência comprovada e autorização dos órgãos competentes, evitando práticas ilegais que colocam vidas em risco.
Fonte: Revista40graus, ANVISA, Polícia Federal, mídias, redes sociais e colaboradores
