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Ministério da Saúde lança edital para formação de agentes populares de saúde em 17 estados

Chamada pública segue aberta até 18 de janeiro e prevê bolsas para educadores e participantes
Laerte Alves

O Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), lançou um novo edital do Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS). A chamada pública segue aberta até o dia 18 de janeiro e vai selecionar movimentos sociais populares para a formação de 450 turmas em 17 unidades da Federação, beneficiando até 9 mil participantes em todo o país.

O edital prevê pagamento de bolsa mensal de R$ 2,5 mil para os educadores responsáveis pelas turmas e R$ 560 para os educandos, como forma de incentivar a permanência no curso e custear despesas como deslocamento. Cada turma contará com um educador e 20 estudantes.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa reforça o papel da participação social no fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Ele destaca que o programa reconhece saberes populares e valoriza práticas tradicionais de cuidado, ampliando o vínculo entre comunidade e políticas públicas.

A diretora de Atenção Integral à Saúde da AgSUS, Luciana Maciel, também ressaltou que a formação contribuirá para qualificar lideranças comunitárias, fortalecer a promoção de direitos e ampliar a defesa do SUS nos territórios. Uma sessão pública virtual para esclarecer dúvidas dos movimentos interessados será realizada no dia 9 de janeiro, no canal da AgSUS no YouTube.

As turmas serão distribuídas com base em critérios de equidade, priorizando regiões com maior vulnerabilidade social. O curso será ofertado nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e no Distrito Federal.

O AgPopSUS surgiu a partir da experiência de atuação de movimentos sociais durante a pandemia de covid-19 e vem consolidando uma rede nacional de agentes populares de saúde comprometidos com o acesso aos serviços e a proteção das comunidades em situação de maior risco social.

Fonte: Agência Brasil

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