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PF revela que esquema do INSS estava “em pleno funcionamento” na gestão Bolsonaro — quem diria?

Veja o absurdo das situações reveladas pela PF
Redação

PF revela que esquema do INSS estava “em pleno funcionamento” na gestão Bolsonaro — quem diria?

Segundo a Polícia Federal, o esquema de descontos indevidos em aposentadorias — aquele que ninguém viu, ninguém fiscalizou e aparentemente funcionava no modo piloto automático — estava “em pleno funcionamento” justamente quando José Carlos Oliveira assumiu os cargos mais altos da área previdenciária no governo Jair Bolsonaro.
Uma coincidência, claro. Daquelas bem raras.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom 10.nov.21/Agência BrasilJosé Carlos Oliveira, quando era presidente do INSS, em 2021
José Carlos Oliveira, quando era presidente do INSS, em 2021

Oliveira, que depois mudou o nome para Ahmed Mohamad Oliveira por motivos religiosos, foi descrito pela PF como “estratégico” para manter a engrenagem girando. Nada como ter alguém experiente na casa para não deixar a fraude perder o ritmo, não é mesmo?

Blindagem nível premium

De acordo com decisão do ministro André Mendonça, do STF, Oliveira passou por todos os postos possíveis da administração previdenciária — percurso que, segundo a investigação, ajudou a organização criminosa a manter e expandir a farra dos descontos indevidos. É quase um currículo de gestão… só que do lado errado da história.

A PF aponta que, enquanto era diretor de Benefícios do INSS, em 2021, ele liberou R$ 15,3 milhões para a Conafer sem exigir sequer os documentos básicos.
Mas tudo certo: quem nunca assinou um repasse milionário sem conferir se havia filiados de verdade? Afinal, burocracia atrasa demais.

O resultado? A reativação das famosas listas fraudulentas, que permitiram descontos em mais de 650 mil benefícios. Coisa pouca.

Gratidão é tudo

Em mensagens interceptadas, Oliveira teria até agradecido ao operador financeiro do grupo, Cícero Marcelino — aquele que, segundo a PF, tocava as empresas de fachada que distribuíam propinas.
Planilhas apreendidas registram pagamentos de R$ 100 mil ao tal “São Paulo Yasser”. Como Oliveira tinha os apelidos “Yasser” e “São Paulo”, a PF achou melhor ligar os pontos — afinal, para que ser sutil?

Medidas cautelares, mas nem tanto

O STF determinou buscas e tornozeleira eletrônica para Oliveira. A PF queria ir além: pediu fiança gorda e até prisão domiciliar. Mas Mendonça entendeu que ainda não há sinais de interferência nas investigações.
 

Fonte: Revista40graus, colaboradores e PF

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