Relatório amplia tensão entre Toffoli e PF no caso Banco Master
Indícios e decisões processuais intensificam debate institucional no STFA entrega de relatório da Polícia Federal (PF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), com registros de transações e diálogos envolvendo o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, aprofundou a tensão institucional em torno das investigações relacionadas ao Banco Master.
Nos bastidores, investigadores avaliam que decisões adotadas pelo ministro ao longo da tramitação do caso teriam impactado a condução das apurações. A percepção, segundo relatos colhidos pela imprensa, é de que o episódio desencadeou um ambiente de atritos entre atores políticos e órgãos públicos, com reflexos tanto em Brasília quanto nos estados onde há investigações em curso.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, encaminhou ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, documento apontando mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, que tratariam de pagamentos à empresa Maridt. A empresa tem entre seus sócios o ministro Toffoli e esteve vinculada à venda de participação no resort Tayayá, no Paraná.
Em nota, Toffoli confirmou integrar o quadro societário da Maridt, mas afirmou que “jamais teve qualquer relação de amizade” com Vorcaro e que “jamais recebeu qualquer valor” do banqueiro ou de seu cunhado. Procurado por meio da assessoria do STF, não comentou o conteúdo do relatório da PF.
O caso também envolve discussões sobre eventual vazamento de informações sigilosas. A defesa de Vorcaro solicitou apuração sobre a divulgação de dados protegidos por segredo de Justiça. Paralelamente, parlamentares manifestaram preocupação quanto aos desdobramentos das operações, inclusive após ações que alcançaram aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Entre os pontos sensíveis está a guarda e o acesso às provas apreendidas na Operação Compliance Zero. Inicialmente, o ministro determinou o envio do material ao STF; posteriormente, autorizou que permanecesse sob custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR). A definição sobre a cadeia de custódia e o acesso pericial tornou-se tema de debate interno.
Autoridades ouvidas sob reserva apontam que eventual reconhecimento de suspeição poderia impactar atos processuais já praticados, inclusive com alegações de nulidade. Diante da escalada da controvérsia, ministros do STF decidiram, em reunião administrativa, pela saída de Toffoli da relatoria do caso, a pedido do próprio magistrado, “considerando os altos interesses institucionais”.
Em nota conjunta, os integrantes da Corte reiteraram apoio pessoal ao ministro e afirmaram a “inexistência de suspeição ou impedimento”, ressaltando que a redistribuição da relatoria visa assegurar a regularidade e a estabilidade institucional do processo.
Fonte: Revista40graus, Folha, outras mídias, redes sociais e colaboradores
