Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

Filha de servidora relata ameaças e cobra justiça em caso de estupro investigado

Depoimento reforça apuração da polícia; vítima segue em estado grave e caso mobiliza autoridades
Redação

O relato da filha da servidora que foi vítima, em tese, de violência sexual dentro da Delegacia Geral do Piauí trouxe novos elementos para a investigação conduzida pela Polícia Civil do Piauí. Em depoimento, a jovem descreveu episódios de ameaças, abordagem direta do suspeito e o impacto devastador do caso sobre a saúde da mãe.

Foto: ReproduçãoCasa da Mulher Brasileira em Teresina
Casa da Mulher Brasileira em Teresina

Segundo ela, a família desconhecia qualquer relação prévia entre a vítima e o investigado. No entanto, ao ter acesso ao celular da mãe no hospital, encontrou mensagens que indicariam intimidação por parte do suspeito.

“Vi mensagens em que ele ameaçava, dizendo que, se ela não fosse até a sala dele, ele iria até a nossa casa”, relatou.

A jovem destacou que a mãe é uma pessoa reservada, o que pode ter contribuído para que se sentisse pressionada diante da situação.

Abordagem após o crime

Outro ponto que chamou atenção foi o encontro com o suspeito na Casa da Mulher Brasileira, onde ela aguardava para prestar depoimento. Segundo a filha, o homem se aproximou e fez perguntas detalhadas sobre o estado de saúde da vítima.

“Ele perguntou como ela estava e foi muito específico ao questionar sobre o sangramento e se tinham encontrado algo mais”, contou.

A jovem afirmou ainda que, naquele momento, sequer sabia o que havia acontecido com a mãe. “Fui chamada para depor sem saber de nada”, disse.

Estado de saúde delicado

A servidora segue internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com a filha, o quadro envolve graves consequências físicas e psicológicas.

“Ela pede ajuda o tempo todo, pede proteção, não quer ficar sozinha. Está com o psicológico destruído”, afirmou.

Segundo o relato, a vítima chegou a permanecer em coma induzido e, mesmo sob medicação, apresenta episódios de confusão mental, pânico e reações involuntárias de defesa.

“Ela tem momentos de lucidez, mas logo volta a se desesperar. Grita por socorro, clama por proteção e demonstra estar tentando se defender o tempo todo”, descreveu.

Investigação rigorosa

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura não apenas a suspeita de estupro, mas também possíveis crimes associados, como ameaça e até tentativa de feminicídio, diante da gravidade das lesões.

A polícia também não descarta a hipótese de que a vítima tenha sido dopada. Um exame toxicológico foi realizado e deve auxiliar na elucidação dos fatos.

Durante as apurações, o delegado-geral Luccy Keiko informou que o suspeito admitiu a prática de violência, mas apresentou uma versão que foi considerada inconsistente diante das evidências reunidas.

O investigado, que atuava como servidor terceirizado, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A Polícia Civil também solicitou o seu desligamento das funções.

Compromisso com a justiça

Para garantir rigor na condução do caso, três delegadas foram designadas para presidir o inquérito, que deve ser concluído em até 30 dias.

A fala da filha, marcada por dor, indignação e coragem, reforça a importância da atuação firme das autoridades e do sistema de Justiça na responsabilização de crimes dessa natureza.

“Eu sinto revolta, medo e tristeza. Só quero que a justiça seja feita, não só pela minha mãe, mas por todas as mulheres que já passaram por isso”, declarou.

O caso segue sendo tratado com prioridade pelas autoridades, com o objetivo de esclarecer todos os fatos, proteger a vítima e garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos dentro da lei.

Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores

Comente