Fuga não colou: suspeito que matou o pai vai ficar preso
Após dias escondido, Victor Gomes tem prisão preventiva decretada pela JustiçaA tentativa de escapar da polícia não surtiu efeito. Victor Gomes, de 25 anos, suspeito de matar o próprio pai, teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (30). O crime aconteceu na última segunda-feira (26), no bairro Santa Bárbara, zona Leste da capital.
Depois do homicídio, Victor resolveu “sumir do mapa” e passou cerca de três dias escondido em uma área de mata conhecida como Sapucarana. A estratégia terminou na quinta-feira (29), quando ele se entregou em um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e acabou preso.
O jovem é apontado como principal suspeito da morte do pai, Sebastião da Cruz Oliveira Gomes, servidor de serviços gerais, assassinado dentro da própria casa. A perícia confirmou que a vítima foi atingida por golpes de faca durante a agressão.
Em depoimento à polícia, a mãe de Victor relatou que o filho passou a morar com o pai após incendiar a casa dela, episódio que, segundo ela, estaria relacionado ao uso de drogas. Ainda conforme o relato, as brigas entre pai e filho eram frequentes, geralmente motivadas por pedidos de dinheiro para compra de entorpecentes.
Após a prisão, Victor foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No interrogatório, ele confessou o crime e alegou que tudo começou após uma discussão com o pai, que teria proferido xingamentos. A polícia, no entanto, aponta que o conflito teve início depois de mais um pedido de dinheiro para drogas.
“Ele confessou o crime e tentou justificar pelos xingamentos, mas temos informações de vizinhos de que havia pedidos recorrentes de dinheiro para drogas”, explicou o delegado Francisco Costa, o Baretta, coordenador do DHPP.
Familiares e vizinhos já foram ouvidos, e os depoimentos anexados ao procedimento. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer completamente a dinâmica do crime, ocorrido dentro da residência e sem testemunhas presenciais.
Fonte: Revista40graus, mídias, DHPP, redes sociais e colaboradores
