Justiça condena 14 investigados da Operação Fragmentado por tráfico e lavagem
Grupo atuava no envio de drogas de Manaus para Teresina por barcos e ônibus, aponta investigaçãoA Vara de Delitos do Tráfico de Drogas do Piauí condenou 14 investigados alvos da Operação Fragmentado, deflagrada para combater o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo no estado.
A sentença foi assinada pelo juiz Almir Abib Tajra e representa mais um desdobramento das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e forças de segurança do Piauí.
Entre os condenados está o advogado David Pereira de Sá, sentenciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsa identidade. Ele foi absolvido das acusações relacionadas ao tráfico de drogas e associação para o tráfico por insuficiência de provas.
A pena aplicada ao advogado foi de quatro meses de detenção pelo crime de falsa identidade, posteriormente convertida em penas restritivas de direitos. A Justiça também autorizou que ele responda ao processo em liberdade.
A maior condenação foi aplicada a Vagner Carvalho, apontado como um dos principais integrantes do esquema criminoso. Ele recebeu pena de 33 anos, 4 meses e 5 dias de reclusão em regime fechado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava barcos e ônibus para transportar entorpecentes de Manaus até Teresina. Após a chegada ao estado, as drogas eram distribuídas para outros traficantes, principalmente na capital piauiense.
A Operação Fragmentado foi deflagrada em agosto de 2024 nos estados do Piauí, Maranhão e Amazonas, com o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão.
De acordo com o Ministério Público, a investigação teve início após a prisão de um suspeito durante uma blitz em Teresina, ocasião em que foram identificados indícios da atuação de uma rede criminosa envolvida no tráfico de drogas e armas.
As apurações também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Apenas um dos condenados teria movimentado quase R$ 800 mil em um período de dois anos, segundo os órgãos de investigação.
A decisão judicial reforça o enfrentamento às organizações criminosas envolvidas no tráfico interestadual de drogas e no financiamento de atividades ilícitas no estado.
Fonte: Revista40graus, MPPI, mídias, redes sociais e colaboradores
