Justiça manda a júri acusado de matar filho de vice-prefeito de Isaías Coelho no DF
Réu seguirá preso e responderá por homicídio qualificado; vítima morreu após agressões em Sobradinho IIA Justiça do Distrito Federal decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o serralheiro Guilherme Teixeira, acusado de matar João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, filho do vice-prefeito de Isaías Coelho (PI), George Moura (PSD). A decisão também manteve a prisão preventiva do réu.
Segundo a juíza Iracema Canabrava Rodrigues Botelho, há indícios suficientes de autoria e provas da materialidade do crime para que o caso seja submetido ao Conselho de Sentença. O Ministério Público do Distrito Federal denuncia Guilherme por homicídio qualificado, apontando como qualificadoras o motivo fútil, o emprego de meio cruel e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a denúncia, o crime ocorreu na manhã de 4 de janeiro de 2026, às margens da DF-150, em Sobradinho II. João Emmanuel havia retornado para casa após uma confraternização familiar quando voltou à via pública e encontrou o acusado.
A investigação aponta que Guilherme atravessou a pista, desferiu um soco que derrubou a vítima e, em seguida, passou a agredi-la com chutes e pisões na cabeça. João Emmanuel sofreu traumatismo cranioencefálico e morreu ainda no local.
Durante o interrogatório, o acusado confessou as agressões, mas afirmou que agiu por impulso após interpretar que a vítima teria feito uma abordagem de cunho sexual. Ele alegou que não teve intenção de matar e que só soube da morte horas depois, quando já estava no trabalho.
Ao analisar o caso, a magistrada rejeitou o pedido da defesa para desclassificar o crime e entendeu que, nesta fase do processo, não existem elementos que afastem a hipótese de homicídio doloso.
A decisão também manteve as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, considerando que há elementos suficientes para que sejam analisadas pelo Tribunal do Júri. Segundo a juíza, a retirada dessas qualificadoras somente seria possível caso fossem manifestamente improcedentes, o que não ficou demonstrado nos autos.
Além da pronúncia, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Guilherme Teixeira, destacando a gravidade dos fatos e a necessidade de preservação da ordem pública enquanto o processo segue para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Fonte: Revista40graus, TJDF, mídias, redes sociais e colaboradores
