Operação Compliance Zero amplia pressão sobre Ciro Nogueira
PF apura supostas vantagens ligadas ao Banco Master; defesa nega irregularidadesA quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (8), colocou o senador Ciro Nogueira no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal sobre supostas fraudes financeiras, tráfico de influência e vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master.
Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador no Piauí e em Brasília. O irmão do parlamentar, Raimundo Nogueira, também foi alvo da operação.
Segundo informações divulgadas pela imprensa com base nos relatórios da investigação, a PF aponta indícios de que Ciro Nogueira teria atuado em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional. Entre os elementos citados está uma proposta de emenda legislativa que teria sido elaborada por integrantes ligados ao banco e posteriormente apresentada pelo senador no Senado Federal.
Os investigadores também afirmam existir indícios de que o parlamentar teria recebido vantagens econômicas periódicas para defender interesses do conglomerado financeiro ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com os relatórios citados pela imprensa, a PF apura supostos pagamentos mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de despesas custeadas pelo grupo, incluindo hospedagens, viagens, restaurantes, uso de cartão de crédito e outros benefícios.
As investigações mencionam ainda mensagens interceptadas e movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos investigadores, além da possível atuação de intermediários ligados ao grupo econômico.
Outro desdobramento da operação foi a prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, em Minas Gerais. A Justiça também autorizou bloqueio de bens e valores estimados em R$ 18,85 milhões.
A defesa de Ciro Nogueira, representada pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou à imprensa que acompanha o caso, busca acesso integral aos autos e nega qualquer prática irregular por parte do senador. Até o momento, não há condenação judicial, e os fatos seguem em investigação.
A operação aprofunda o debate sobre transparência nas relações entre agentes públicos e grupos econômicos, além da necessidade de rigor na apuração de possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência.
Fonte: Revista40graus, STF, PF, mídias, redes sociais e colaboradores
