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PF e CGU deflagram nova fase da Operação Sem Desconto contra fraudes em aposentadorias do INSS

Ação ocorre em 15 estados e no DF; governo amplia prazo para devolução de valores a aposentados e pensionistas lesados
Redação

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um amplo esquema de fraudes em aposentadorias e pensões do INSS, envolvendo descontos associativos não autorizados aplicados a milhões de beneficiários em todo o país.

Foto: Polícia FederalOperação Sem Desconto da Polícia Federal
Operação Sem Desconto da Polícia Federal

A ofensiva cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva em 15 estados — entre eles Pernambuco, Piauí, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul — além do Distrito Federal. A ação também inclui medidas cautelares de bloqueio de bens e contas bancárias ligadas aos investigados.

De acordo com a PF, os suspeitos atuavam desde 2019, manipulando dados em sistemas oficiais para incluir taxas e mensalidades fictícias de associações e sindicatos, sem autorização dos aposentados. A operação apura crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, estelionato previdenciário e lavagem de dinheiro.

O esquema foi descoberto no início de 2025, após denúncias de beneficiários que notaram descontos irregulares nos extratos de pagamento. Desde então, o Governo Federal bloqueou as cobranças e iniciou o ressarcimento dos valores às vítimas.

Segundo o Ministério da Previdência Social, o objetivo é garantir que todos os aposentados e pensionistas lesados sejam reembolsados, mesmo que os recursos confiscados dos criminosos não sejam suficientes. “Se o dinheiro recuperado não cobrir tudo, o governo vai repor a diferença”, informou a pasta.

Prazo ampliado para contestação de descontos

Na quarta-feira (12), o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, anunciou a prorrogação do prazo para contestação dos descontos indevidos até 14 de fevereiro de 2026. O prazo anterior terminaria nesta sexta-feira (14).

De acordo com o ministro, cerca de 3 milhões de beneficiários ainda não solicitaram a devolução. A contestação pode ser feita diretamente ao INSS, sem necessidade de intermediários.

“O presidente Lula recomendou que ninguém ficasse no prejuízo. O governo quer devolver o dinheiro que foi roubado de vocês — e nós temos pressa para fazer isso”, afirmou Queiroz durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Devolução em curso

O Ministério da Previdência informou que milhares de aposentados já começaram a receber os valores devolvidos por meio de um acordo simplificado, válido inclusive para descontos indevidos realizados em anos anteriores à atual gestão.

O governo também mantém uma campanha nacional para orientar os segurados sobre como verificar se foram vítimas das fraudes e como solicitar o reembolso.

Fonte: Com informações da Polícia Federal, CGU e Ministério da Previdência Social

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