Especialistas esclarecem como reduzir gordura no fígado com medidas eficazes
Mudança de hábitos e acompanhamento médico seguem como base do tratamentoA gordura no fígado, chamada de Esteatose hepática, tem se tornado cada vez mais frequente, principalmente em razão de alimentação inadequada, sedentarismo e aumento de doenças metabólicas. Apesar da popularidade de promessas rápidas, especialistas são diretos ao afirmar que não existe solução milagrosa capaz de reverter o quadro de forma isolada.
A condição ocorre quando há excesso de triglicerídeos nas células hepáticas. Pode estar associada à resistência à insulina, obesidade e alterações no metabolismo de gorduras. Embora muitos casos estejam ligados ao consumo de álcool, a forma não alcoólica cresce de maneira expressiva, especialmente entre pessoas com sobrepeso e pouca atividade física. O avanço de doenças como o Diabetes tipo 2 contribui para esse cenário.
Estudos recentes apontam três pilares fundamentais para a melhora da saúde hepática: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios e acompanhamento médico contínuo. Na parte nutricional, recomenda se reduzir gorduras saturadas presentes em frituras, carnes gordurosas e laticínios integrais, além de diminuir o consumo de açúcares refinados e alimentos ultraprocessados. Em contrapartida, aumentar a ingestão de fibras por meio de frutas, verduras, legumes e grãos integrais auxilia no controle glicêmico e no funcionamento do sistema digestivo.
Pequenas substituições no dia a dia, como optar por preparações assadas ou grelhadas em vez de frituras, já representam avanços consistentes. Não é exatamente uma fórmula secreta, mas costuma funcionar.
A atividade física também desempenha papel relevante. Exercícios aeróbicos como caminhada, corrida leve e ciclismo estimulam o uso da gordura como fonte de energia. Já o treinamento de resistência com pesos ou faixas elásticas contribui para o ganho de massa muscular e melhora da sensibilidade à insulina. A recomendação média é de pelo menos 150 minutos semanais de atividades variadas.
O acompanhamento médico é considerado indispensável. Exames de imagem como ultrassonografia, elastografia e ressonância magnética, além de testes laboratoriais que avaliam enzimas hepáticas, permitem monitorar a evolução do quadro e identificar possíveis complicações como inflamação ou fibrose. Dependendo do caso, pode ser indicada abordagem multidisciplinar com nutricionista, endocrinologista ou hepatologista.
Especialistas reforçam que a recuperação do fígado ocorre de forma gradual. Embora pesquisas investiguem opções farmacológicas, nenhuma substitui a base do tratamento. A combinação de alimentação balanceada, atividade física regular e acompanhamento clínico continua sendo o caminho mais seguro e eficaz para reduzir a gordura hepática e preservar a saúde geral.
Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores
