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Polícia Civil conclui inquérito e indicia casal por crimes contra influenciador em Teresina

Investigação aponta tentativa de homicídio, sequestro e tortura após briga nas redes sociais
Redação

A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que apura o ataque contra o influenciador Pedro Lopes Lima Neto, conhecido como “Lokinho”, e indiciou Harkellany Melo e Helson Rodrigues por tentativa de homicídio, sequestro, tortura, porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo e outros crimes.

Foto: Rede SocialCasal é indiciado por sequestro, tortura e tentativa de homicídio contra Lokinho
Casal é indiciado por sequestro, tortura e tentativa de homicídio contra Lokinho

O caso ocorreu em 11 de outubro de 2025, em um posto de combustíveis às margens da BR-316, na região da Esplanada, zona Sul de Teresina. Segundo a investigação conduzida pelo delegado Jarbas Lima, titular do 23º Distrito Policial, a motivação teria sido uma discussão nas redes sociais envolvendo um suposto “deboche” relacionado a um mega hair — mostrando que, na internet, às vezes o debate começa no virtual, mas termina no Código Penal.

Foto: ReproduçãoDelegado Jarbas Lima
Delegado Jarbas Lima

De acordo com o delegado, o casal teria ido ao local armado após saber que a vítima estava no posto. “Conseguimos fechar a investigação e concluir o inquérito policial, indiciando eles por vários crimes”, afirmou.

A apuração reuniu vídeos, depoimentos e laudos periciais. Conforme a Polícia Civil, os investigados chegaram com arma de fogo em punho e efetuaram disparos, conduta registrada por câmeras e confirmada por testemunhas.

A vítima relatou que foi rendida, colocada no porta-malas de um veículo e levada para uma área rural na região do Torquato Neto, onde sofreu ameaças e agressões. Exame de corpo de delito confirmou lesões. Posteriormente, o influenciador foi abandonado nas imediações da Casa de Custódia e conseguiu ajuda para retornar para casa.

Com base nas provas colhidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva e por mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça. Equipes realizaram diligências em Teresina (PI) e Parnarama (MA), mas os investigados não foram localizados e são considerados foragidos. Há informações de que possam estar em Fortaleza, e as buscas continuam.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que avaliarão o oferecimento de denúncia. Enquanto isso, a Polícia Civil reforça que segue no encalço dos investigados — demonstrando que, ao contrário das discussões virtuais, investigação policial se faz com prova, procedimento e responsabilidade.

Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores

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