Revista 40 Graus

Notícias

Blogs

Outros Canais

Polícia desmonta falso sequestro e encontra “refém” hospedado em motel no Entorno do DF

Investigação aponta que história foi criada para obter dinheiro da família
Redação

O que começou como um suposto caso de cárcere privado terminou como roteiro de improviso mal ensaiado. Um homem foi preso neste domingo após a Polícia Civil concluir que ele havia forjado o próprio sequestro. A ocorrência teve início quando a mãe e a esposa procuraram a 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia, no Distrito Federal, relatando que ele estaria sob ameaça de morte por causa de uma suposta dívida com o tráfico de drogas.

Foto: ReproduçãoMotel onde homem estava escondido no DF
Motel onde homem estava escondido no DF

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, as familiares afirmaram que o homem dizia estar mantido em uma “boca de fumo” e que precisava de dinheiro para ser libertado. Questionado sobre o endereço, ele teria se recusado a informar a localização, mantendo o mistério e reforçando o pedido de transferência de valores.

A equipe da 18ª DP, no entanto, resolveu conferir os fatos antes de qualquer resgate cinematográfico. Durante as diligências, os investigadores descobriram que o suposto refém estava, na verdade, hospedado em um motel em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF, desde a noite anterior, acompanhado de uma mulher.

No momento da abordagem, o homem já havia quitado a conta. O estabelecimento informou que ele já se hospedara ali outras vezes, sem qualquer registro de intercorrências que justificasse mobilização policial.

De acordo com a acompanhante, ele teria pedido dinheiro à família para custear drogas e o programa. A apuração policial aponta que a narrativa de sequestro foi criada com o objetivo de obter vantagem financeira dos parentes, valendo-se de uma situação fictícia de grave ameaça.

Após ser localizado, o homem foi conduzido a uma delegacia em Águas Lindas de Goiás para as providências legais cabíveis. A ação contou com apoio do 35º CIPM da cidade.

No fim das contas, o único “cárcere” constatado foi o da própria versão apresentada. E, como lembrou a polícia de forma implícita, criatividade não substitui prova — muito menos sustenta ocorrência policial.

Fonte: Revista40graus, SSP-DF e colaboradores

Comente