Polícia interdita loja pela 2ª vez em combate à receptação de ouro
Operação Ouro Sujo mira cadeia criminosa e pede fechamento definitivo do estabelecimentoAs forças de segurança do Piauí seguem intensificando o combate ao crime organizado e à receptação de produtos ilícitos. Nesta quinta-feira (16), um estabelecimento comercial no Centro de Teresina foi interditado pela segunda vez durante mais uma fase da Operação Ouro Sujo.
A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Piauí, por meio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), com o cumprimento de mandado de busca e apreensão no local. A loja é investigada por suspeita de atuar na receptação de joias de ouro provenientes de roubos.
Segundo o delegado Lucas Adalício, a operação tem como foco atingir diretamente a base financeira das organizações criminosas, desarticulando o mercado que sustenta esse tipo de prática ilegal.
A reincidência do estabelecimento acendeu um alerta ainda maior. Diante disso, a Polícia Civil já solicitou à Justiça a suspensão definitiva das atividades da loja, com o objetivo de impedir que o espaço continue sendo utilizado para fins ilícitos.
As investigações apontam que o local estaria envolvido na compra de ouro roubado na capital. Na primeira fase da operação, realizada em 2025, o proprietário chegou a ser preso e posteriormente indiciado por suspeita de participação direta no esquema.
Durante a nova ação, materiais foram apreendidos e serão analisados para identificar a origem das peças e verificar indícios de derretimento do ouro prática comum utilizada por criminosos para dificultar o rastreamento dos objetos.
A Operação Ouro Sujo segue em andamento, com novas diligências previstas. O trabalho das forças de segurança reforça o compromisso no enfrentamento firme à criminalidade, atingindo não apenas quem executa os crimes, mas também quem sustenta e lucra com atividades ilegais.
A atuação contínua da polícia demonstra que o cerco está se fechando para práticas ilícitas, fortalecendo a proteção da sociedade e a defesa da legalidade.
Fonte: Revista40graus, SSP-PI e colaboradores
