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Sindicato denuncia supostas regalias recebidas por Deolane em penitenciária de SP

Entidade aponta tratamento diferenciado durante permanência da influenciadora em unidade prisional
Redação

O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciou à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) supostas regalias recebidas pela advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra durante o período em que esteve custodiada na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.

Foto: ReproduçãoA advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (12), teria recebido supostas regalias enquanto esteve presa por cerca de 14 horas na Penitenciária Feminina de Santana
A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (12), teria recebido supostas regalias enquanto esteve presa por cerca de 14 horas na Penitenciária Feminina de Santana

Segundo a entidade, Deolane permaneceu cerca de 14 horas na unidade prisional após ter a prisão preventiva decretada em investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado.

De acordo com o sindicato, a influenciadora teria ficado em uma sala separada das demais detentas, em um espaço anteriormente utilizado por internas que aguardavam consultas médicas. O local, segundo a denúncia, teria passado por adaptações antes da chegada dela, incluindo nova pintura, instalação de chuveiro elétrico exclusivo e uma cama diferente das estruturas de concreto normalmente utilizadas pelas presas da unidade.

O Sinppenal também afirma que Deolane recebeu alimentação diferenciada e que houve restrição de acesso ao espaço, inclusive para policiais penais que atuam no presídio.

A denúncia ocorre em meio ao cenário de superlotação enfrentado pela Penitenciária Feminina de Santana. Conforme dados citados pelo sindicato, a unidade possui capacidade para pouco mais de 2 mil detentas, mas atualmente abriga cerca de 2.825 mulheres.

A influenciadora foi presa no âmbito de uma investigação que também atingiu Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, e o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior. Ambos já cumprem pena na Penitenciária Federal de Segurança Máxima, em Brasília.

Após a passagem pela unidade da capital, Deolane foi transferida para o presídio feminino de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, onde permanece à disposição da Justiça.

Até o momento, a Secretaria da Administração Penitenciária não divulgou posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato.

Fonte: Revista40graus, mídias, redes sociais e colaboradores

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