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Guerra do Pix expõe patriotismo seletivo dos Bolsonaro e aliados de Trump

Enquanto o povo usa o Pix para trabalhar e sobreviver, há quem atue contra o Brasil lá fora

A chamada “Segunda Guerra do Pix” acabou revelando algo que muita gente já suspeitava: para determinados setores do bolsonarismo, o patriotismo parece valer apenas quando atende aos próprios interesses políticos.

O Pix, que virou uma das maiores conquistas tecnológicas e financeiras do Brasil, não pertence a partido político, a governo ou a grupo ideológico. O Pix pertence ao povo brasileiro. É o trabalhador que vende o almoço e recebe por Pix. É a manicure, o mototaxista, o ambulante, o pequeno comerciante, a dona de casa, o empreendedor informal e milhões de brasileiros que encontraram no sistema uma forma rápida, segura, barata e inclusiva de movimentar dinheiro.

Foto: ReproduçãoO senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontra com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontra com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca

Enquanto isso, setores ligados à família Bolsonaro resolveram brincar de “papagaio de pirata” em solo americano, tentando surfar no discurso de Donald Trump e de Marco Rubio, justamente no momento em que os Estados Unidos aumentam a pressão econômica sobre o Brasil.

Curioso é ver Flávio Bolsonaro dizendo agora que “não pediu nada” contra o Brasil. A mesma velha estratégia já conhecida: primeiro nega, depois aparece foto, áudio, reunião, declaração, documento… e a verdade vem à tona. Foi assim no episódio envolvendo Daniel Vorcaro. Foi assim em tantos outros casos. Contra fatos, realmente, não existem argumentos.

O mais grave nisso tudo é transformar interesses eleitorais em instrumento para enfraquecer a economia brasileira. O tarifaço americano ameaça empresas, empregos, exportações e setores produtivos do país. E tudo isso embalado num discurso de “defesa da liberdade”, vindo justamente de quem tenta impor sua vontade econômica e política ao restante do planeta.

Marco Rubio, por sua vez, parece ainda preso a um velho manual da Guerra Fria, dividindo países entre “amigos” e “inimigos” dos Estados Unidos, como se a América Latina fosse quintal de alguém. Democracia não funciona na base da imposição, da chantagem comercial ou do imperialismo disfarçado de diplomacia.

O mundo mudou. Hoje as relações internacionais são construídas no diálogo, no multilateralismo e no respeito à soberania das nações. Nenhum país sério aceita tutela estrangeira sobre suas instituições.

E no meio desse tiroteio político, sobra novamente para o povo brasileiro assistir a políticos que se dizem patriotas comemorarem ataques contra o próprio país.

Patriotismo de verdade não combina com sabotagem.

Gustavo Henrique

Fonte: Revista40graus, Gustavo Henrique, mídias, redes sociais e colaboradores

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