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Janja defende criminalização da misoginia e combate à violência contra mulheres no ambiente digital

Declaração foi feita após cerimônia de adesão do Piauí ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, realizada nesta quinta-feira
Redação

A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (30), o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da misoginia e da violência contra as mulheres no ambiente digital. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa realizada após a cerimônia de adesão do Piauí ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

Foto: Reprodução | Redes SociaisJanja Lula da Silva, primeira-dama do Brasil
Janja Lula da Silva, primeira-dama do Brasil

De acordo com Janja, a disseminação de ódio contra as mulheres nas redes sociais "talvez seja a principal causa do estado de coisas que vemos hoje no Brasil e no mundo".

"A gente ter cerca de 160 canais na internet, nas redes sociais, que disseminam ódio contra as mulheres é um absurdo. O presidente Lula assinou um decreto de proteção às mulheres no ambiente digital, que vai ser um instrumento fundamental. A gente vai combater esse discurso de ódio contra as mulheres na internet. Sabemos que o feminicídio é o último estágio da violência contra a mulher. Ele tem começado principalmente nas redes sociais e tem cooptado a juventude do Brasil. Espero que o decreto seja logo aprovado no Congresso. Além disso, quero reforçar a importância da aprovação da lei que criminaliza a misoginia, seja no mundo real ou no mundo digital. Faço um apelo para que, assim que os parlamentares voltarem ao trabalho, esse projeto seja votado. Precisamos ir ao voto para ver quem realmente defende a vida das mulheres. Aí saberemos que Brasil a gente quer pro futuro".

Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio

A iniciativa estabelece uma atuação coordenada e permanente entre os Três Poderes para prevenir a violência contra meninas e mulheres no país.

Os objetivos do acordo envolvem o fortalecimento das redes de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres em todo o território nacional; a divulgação de informação sobre direitos das meninas e mulheres para toda a sociedade; a promoção da responsabilização célere e efetiva de autores de violência; a capacitação de agentes públicos com perspectiva de gênero; o enfrentamento do machismo estrutural e da violência misógina digital e a sensibilização de meninos e homens na defesa dos direitos femininos.

Na cerimônia desta quinta-feira — sediada no hotel Blue Tree Towers Rio Poty, em Teresina —, também estiveram presentes o governador do Piauí, Rafael Fonteles, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

Fonte: Revista40graus

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