Contra a seca, mais obra e menos promessa: Piauí investe R$ 300 milhões em água
Estado amplia sistemas, constrói barragens e reforça segurança hídrica de Norte a SulSe a seca é velha conhecida do Piauí, a resposta agora tem endereço, orçamento e cronograma. Entre 2023 e 2025, o Governo do Estado aplicou mais de R$ 300 milhões em infraestrutura hídrica, numa ofensiva direta contra a falta d’água que historicamente castiga diversas regiões.
Os investimentos foram executados por meio do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) e contemplam desde novos sistemas de abastecimento até a recuperação de barragens e implantação de adutoras. A estratégia é clara: ampliar o acesso à água, reforçar a segurança hídrica e modernizar estruturas que já não atendiam mais à demanda.
Segundo o diretor-geral do Idepi, Felipe Eulálio, a orientação do governador Rafael Fonteles é acelerar as entregas e mitigar os efeitos da estiagem. “Estamos trabalhando com obras de todos os portes, garantindo segurança hídrica e mais qualidade de vida para a população”, destacou.
Números que saem do papel
No período, foram concluídos 219 novos sistemas de abastecimento de água e perfuração de poços, além da implantação de 1.300 cisternas — solução simples, mas essencial para milhares de famílias do semiárido.
Na área de barragens, mais de 70 estruturas passaram por melhorias, incluindo elaboração de projetos, limpeza, recuperação e até reconstrução. O pacote também contempla a elaboração de projetos e construção de oito adutoras, fundamentais para levar água tratada a municípios que dependem de sistemas mais robustos.
Atualmente, duas novas barragens estão em construção: Atalaia e Nova Algodões. Paralelamente, avançam os Planos de Segurança de Barragens de Algodões II e Piracuruca, reforçando a prevenção e o monitoramento dessas estruturas.
Adutoras e expansão do abastecimento
Com a conclusão da adutora Padre Lira, em Dom Inocêncio, o Estado prepara novas frentes de trabalho: as adutoras de Capitão Gervásio e São Lourenço devem ser licitadas nos próximos dias, enquanto a de Serra da Capivara aguarda autorização do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para abertura do processo licitatório.
Na prática, isso significa ampliar a distribuição de água em regiões estratégicas e reduzir a vulnerabilidade de municípios que convivem com longos períodos de estiagem.
Em um estado onde a chuva nem sempre cumpre agenda, investir pesado em infraestrutura hídrica deixa de ser discurso e passa a ser necessidade. E, pelo visto, dessa vez a seca encontrou um adversário com orçamento aprovado e obras em andamento.
Fonte: Revista40graus, IDEPI e colaboradores
