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Gustavo pela Cidade

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Gustavo Henrique é pai de autista, formado em Direito, especialista em marketing político e comercial, Servidor Público, empreendedor social e ativista. " Sua Vontade de vencer só pode ser dominada por você, jamais pelo medo. O resultado do que fazemos, nos espera mais adiante ". WhatsApp: (86) 99828-0000 As publicações feitas neste espaço são de inteira responsabilidade do autor e podem não representar necessariamente o pensamento deste site revista.

Hospital ou pombal

A fauna urbana agradece enquanto pacientes dividem espaço com fezes e riscos sanitários
Gustavo pela Cidade
Foto: Revista40grausAr-condicionado virou condomínio de pombos
Ar-condicionado virou condomínio de pombos

Em vídeo gravado e fotos no Hospital Municipal do Buenos Aires, o cenário chama atenção não pelo atendimento médico, mas pelo criatório involuntário de pombos instalado na própria estrutura do prédio. As aves fazem ninhos atrás de aparelhos de ar-condicionado, ocupam frestas da fachada e deixam um rastro nada simbólico de “boas-vindas”: fezes espalhadas pelas paredes e áreas próximas à circulação de pessoas.

Foto: Revista40grausHospital do Buenos Aires como criatório de pombos
Hospital do Buenos Aires como criatório de pombos


Sim, pombos são aves urbanas comuns e até bonitas. O problema é que hospital não é praça pública. Estamos falando de um ambiente que deveria prezar pelo máximo controle sanitário. Fezes acumuladas e ninhos nas estruturas podem favorecer a proliferação de fungos e bactérias associados a doenças, especialmente respiratórias algo particularmente sensível em um espaço onde circulam pacientes debilitados, idosos e crianças.

Foto: Revista40grausHospital do Buenos Aires como criatório de pombos
Hospital do Buenos Aires como criatório de pombos


A situação não parece ser um caso isolado. O que se vê é a adaptação confortável das aves à arquitetura hospitalar, como se o prédio tivesse sido pensado para acolherpacientes humanos e alados. Enquanto isso, quem busca atendimento médico acaba dividindo espaço com um risco sanitário que poderia ser prevenido com medidas simples de manejo e controle populacional.

Foto: Revista40grausHospital do Buenos Aires como criatório de pombos
Hospital do Buenos Aires como criatório de pombos


O Controle ambiental não é perseguição a animais; é política pública básica. Retirada de ninhos das estruturas hospitalares, instalação de barreiras físicas adequadas e manejo responsável da população de aves são providências técnicas, não favores.

Porque, convenhamos, se até o ar-condicionado virou condomínio de pombos, talvez esteja na hora de lembrar que hospital é lugar de cuidar da saúde não de testar a resistência imunológica da população.

O vídeo registra um alerta claro: não se trata de implicância com aves urbanas, mas de responsabilidade sanitária. E essa, ao contrário dos pombos, não deveria voar para longe.

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