Código novo, paciência zero: PM atualiza regras e mira o policial problema

Comando aposta em ética moderna e avisa: quem anda certo não tem o que temer
Redação

O novo Código de Ética e Disciplina da Polícia Militar do Piauí vem aí com uma missão clara: atualizar a corporação para a era digital e separar, de vez, o policial profissional daquele que insiste em confundir farda com perfil de rede social. A proposta, elaborada pelo comando da PM, deve ser enviada à Assembleia Legislativa ainda no primeiro semestre e promete valorizar quem faz o certo — e apertar o cerco sobre quem prefere o caminho da transgressão.

Foto: Reprodução
Comando Geral da PM-PI

O comandante-geral da PM-PI, coronel Scheiwann Lopes, garantiu que o projeto está pronto e que, antes de chegar ao Palácio de Karnak, será debatido com associações militares e comandantes. Uma diferença considerável em relação ao último código, aprovado em 2022 sob clima de divergência e ruído interno.

“Não é um código ditatorial nem uma ferramenta opressora. É um instrumento de controle, com ampla defesa, pensado para ser justo, didático, atualizado e fácil de cumprir”, afirmou o comandante, deixando claro que a ideia não é caçar problema onde não existe — mas também não fingir que ele não aparece.

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Foto: Revista 40 Graus
Coronel Scheiwann Lopes, comandante-geral da PM-PI

Segundo Scheiwann, o código atual já não acompanha a realidade e se tornou, na prática, obsoleto. O novo texto deve tratar de temas sensíveis e atuais, como descontos salariais por faltas, uso de redes sociais, câmeras corporais e até Inteligência Artificial — sinal de que o tempo do regulamento analógico ficou para trás.

Para o comandante, o ponto central é simples: o policial militar é agente público e representa o Estado. “Conduta, comportamento social, amizades, bom exemplo. Ele representa a corporação, a lei e o Estado. Isso não é detalhe, é obrigação”, ressaltou.

Rede social com regra — e bom senso

Ainda este mês, Scheiwann Lopes deve editar uma portaria específica para regular o uso de redes sociais. Páginas institucionais de unidades policiais só poderão publicar conteúdos relacionados à corporação e passarão pelo crivo da Diretoria de Comunicação. Nada de lives improvisadas ou vídeos sem critério que depois viram dor de cabeça jurídica.

Já nas redes pessoais, o recado é igualmente direto: se envolver farda, imagem institucional ou referência à PM, haverá regra. Fora isso, o policial, à paisana e na folga, pode viver sua vida normalmente — desde que não confunda lazer com exposição indevida da instituição.

Código duro só para quem merece

O comandante foi direto ao ponto ao falar dos transgressores: “O policial honesto e íntegro não teme Código de Ética”. Para quem insiste em descumprir regras, a nova legislação será dura. Para quem sempre andou na linha, nada muda — além da tranquilidade de ver a corporação mais organizada e respeitada.

Em resumo, o novo código chega para proteger a PM e seus bons profissionais. Já o policial ruim, aquele que transforma exceção em rotina, vai descobrir que o tempo da tolerância acabou — e que disciplina, afinal, ainda faz parte do nome da instituição.

Foto: Reprodução
Tropa no QCG da PM-PI

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