Jennifer Lopez diz que filme brasileiro ajudou a superar fase difícil após divórcio

Atriz afirmou que "Ainda Estou Aqui" provocou reflexão emocional ao lado do pai
Redação

A cantora e atriz Jennifer Lopez revelou que o filme brasileiro Ainda Estou Aqui teve um papel marcante em sua vida pessoal durante um período delicado, marcado pelo fim de seu casamento com o ator Ben Affleck.

A declaração foi feita durante participação no podcast Films To Be Buried With, apresentado por Brett Goldstein. Segundo a artista, ela assistiu ao longa protagonizado por Fernanda Torres enquanto se recuperava de uma forte gripe e decidiu convidar o pai para acompanhar a sessão.

Lopez contou que o convite foi inesperado, já que o pai não costuma assistir a filmes. Ainda assim, ele aceitou para lhe fazer companhia naquele momento de fragilidade.

Durante uma das cenas finais da produção, a artista relatou ter sido profundamente impactada pela história. Ao acompanhar a personagem cercada pelos filhos, passou a refletir sobre sua própria relação familiar, seus filhos e os desafios emocionais que enfrentava após o divórcio.

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A emoção tomou conta da atriz, que afirmou ter começado a chorar durante a exibição. Segundo ela, o pai percebeu sua reação e protagonizou um momento que considera transformador.

"Ele segurou meu rosto e disse: 'Eu te amo. Eu sempre te amei'", relembrou a artista.

Jennifer Lopez afirmou que aquelas palavras tiveram um efeito profundo em sua vida e ajudaram a curar questões emocionais que carregava há muitos anos.

"Minha vida mudou naquele momento. Ele sabia que eu precisava ouvir aquilo", declarou.

A cantora também atribuiu parte dessa experiência ao impacto provocado pelo filme brasileiro, destacando que a obra despertou sentimentos e reflexões importantes.

"Esse filme me mudou, me ajudou a crescer e me curou de certa forma. Não acredito que tenha sido uma coincidência", afirmou.

Dirigido por Walter Salles, Ainda Estou Aqui tornou-se um dos maiores sucessos recentes do cinema nacional. O longa conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional e recebeu reconhecimento mundial ao retratar a trajetória de Eunice Paiva, que dedicou décadas à busca por justiça e reconhecimento da morte do marido durante a ditadura militar.

A atuação de Fernanda Torres também foi amplamente celebrada, rendendo à atriz o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama e consolidando o alcance internacional da produção brasileira.

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