Brasil alcançou patamar de país com muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez na história
Segundo o Radar IDHM, o país chegou a um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805 no ano de 2024
RedaçãoO Brasil atingiu, no ano de 2024, um Índice de Desenvolvimento Humano Municial (IDHM) de 0,805 e ingressou, pela primeira vez na história, no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Os dados foram divulgados, nesta terça-feira (26), no Radar IDHM 2024, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O relatório analisou o IDHM do território brasileiro entre os anos de 2012 e e 2024. Nesse período, o índice nacional subiu de 0,744 para 0,805 e alcançou o maior valor da série. Para chegar ao patamar de muito alto desenvolvimento humano, um país precisa que seu índice atinja ou supere a marca de 0,800 — a escala varia de 0 a 1.
O número é calculado a partir de índices de longevidade, educação e renda baseados em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise foi realizada em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP).
De acordo com a análise, todas as áreas observadas apresentaram avanços durante o período da pesquisa. A educação foi a dimensão que mais evoluiu, com um crescimento médio anual de 1,35% por ano. Os índices de longevidade e renda apresentaram um crescimento médio de 0,31% ao ano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou, em suas redes sociais, a evolução dos índices, mas alertou para a necessidade de melhora em alguns aspectos.
"Um resultado que não é coincidência, mas reflexo de escolhas políticas consistentes e coordenadas, com impacto direto nos indicadores de educação, longevidade e renda mapeados pelo IDHM", afirmou Lula na rede social X. "Sabemos que ainda temos um longo caminho pela frente, com desigualdades regionais, de gênero e de raça que precisam ser superadas. O resultado já alcançado mostra que estamos no caminho certo", acrescentou.
Desigualdades
Apesar do crescimento, o Índice de de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado À Desigualdade (IDHMAD), que pesquisa as desigualdades existentes dentro de cada área do IDHM, mostra que o Brasil saiu de um patamar de baixo desenvolvimento humano em 2012 para médio desenvolvimento humano em 2024.
O IDHM da população masculina atingiu o patamar de 0,802 em 2024, e deixou os homens no índice de muito alto desenvolvimento humano. No entanto, o IDHM da população feminina ficou na patamar de 0,798, e situou as mulheres no nível de alto desenvolvimento humano.
Em relação à etnia, houve uma na redução da desigualdade racial. O IDHM da população negra cresceu 10,3%, entre 2012 e 2024, quase o dobro da população branca, que já estava em um patamar mais alto. No entanto, as pessoas brancas alcançaram o nível de 0,851, classificado como muito alto desenvolvimento humano, e as pessoas negras atingiram o IDHM de 0,774, classificado como alto.
Estados brasileiros
O crescimento do IDHM foi registrado em todas as unidades federativas durante os anos pesquisados. Segundo o Radar IDHM, dez estados brasileiros alcançaram o patamar de muito alto desenvolvimento humano em 2024, enquanto os demais continuaram na faixa de alto desenvolvimento humano.
Confira os IDHMs registrados nas unidades federativas em 2024:
- Distrito Federal: 0,866
- São Paulo: 0,838
- Santa Catarina: 0,833
- Paraná: 0,822
- Rio de Janeiro: 0,819
- Rio Grande do Sul: 0,818
- Goiás: 0,815
- Mato Grosso: 0,812
- Minas Gerais: 0,809
- Espírito Santo: 0,804
- Mato Grosso do Sul: 0,797
- Tocantins: 0,797
- Rondônia: 0,786
- Roraima: 0,780
- Rio Grande do Norte: 0,778
- Ceará: 0,773
- Pernambuco: 0,767
- Amazonas: 0,767
- Piauí: 0,764
- Sergipe: 0,761
- Paraíba: 0,760
- Bahia: 0,759
- Pará: 0,758
- Acre: 0,754
- Alagoas: 0,746
- Maranhão: 0,745