Denúncia na UFPI exige apuração rigorosa e reforço à segurança
Estudantes relatam injúria em evento e universidade adota medidas de acolhimento
RedaçãoUm episódio ocorrido durante um evento acadêmico na Universidade Federal do Piauí, em Teresina, acendeu um alerta importante sobre segurança e respeito dentro do ambiente universitário. Estudantes do curso de Serviço Social denunciaram um músico convidado por supostas agressões verbais e comportamentos inadequados durante a programação dos 50 anos do curso, realizada no Centro de Ciências Humanas e Letras.
Segundo relatos, o homem, que não possui vínculo com a instituição, teria iniciado ofensas após estudantes recusarem contato físico. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram momentos de tensão, e uma das vítimas registrou boletim de ocorrência na Casa da Mulher Brasileira, passo essencial para que o caso seja formalmente investigado.
As denúncias apontam ainda episódios de contato físico sem consentimento, falas ofensivas e um ambiente de medo entre as participantes. Estudantes relataram pânico e crises de ansiedade diante da situação, que teria se prolongado por cerca de uma hora em diferentes espaços do centro acadêmico.
Diante da gravidade, a apuração dos fatos se torna indispensável. Em um ambiente universitário, onde o livre pensamento deve caminhar junto com o respeito, qualquer suspeita de violência precisa ser tratada com rigor, transparência e responsabilidade, garantindo que não haja dúvidas sobre o que ocorreu.
A universidade se manifestou oficialmente, afirmando solidariedade às vítimas e destacando política de tolerância zero a qualquer forma de violência, assédio ou intimidação. Informou ainda que adotou medidas imediatas, como acolhimento por meio da Sala Lilás, encaminhamento à Casa da Mulher Brasileira, apoio psicológico e reforço na segurança, além de promover diálogo com a comunidade acadêmica sobre violência de gênero.
O Centro Acadêmico de Serviço Social também divulgou nota de repúdio, classificando o episódio como inaceitável e criticando a ausência de suporte imediato às vítimas no momento da ocorrência. A entidade reforçou a necessidade de responsabilização e de medidas concretas para evitar novos casos.
Já a direção do Centro de Ciências Humanas e Letras, juntamente com o departamento e a coordenação do curso, reiterou apoio às vítimas e destacou que acompanha o caso, comprometendo se com a prevenção e com a garantia de um ambiente seguro.
O caso agora deve ser conduzido pelas autoridades competentes, com base nos registros formais e nas evidências disponíveis. Mais do que uma resposta pontual, a situação exige um posicionamento claro: universidades devem ser espaços de proteção, respeito e liberdade, e qualquer violação desses princípios precisa ser devidamente investigada e esclarecida.