DHPP conclui inquérito sobre mortes de Mikael Jackson e João Marcelo

Raimundo de Sousa é indiciado por homicídio qualificado; investigação segue para identificar outros envolvidos
Redação

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que apurou o assassinato dos jovens Mikael Jackson e João Marcelo, ocorrido em 2024, na região da Vila Palitolândia. Raimundo de Sousa foi indiciado por homicídio qualificado.

Foto: Reprodução
DHPP frente

Segundo o delegado Danúbio Dias, responsável pela investigação, as vítimas foram abordadas por três homens armados em uma área isolada da Vila do Manduça. João Marcelo foi a primeira vítima, abordada em via pública por suspeitos que utilizavam um veículo roubado dias antes. Em seguida, os criminosos tomaram a motocicleta da vítima e, poucos metros depois, abordaram Mikael Jackson. Após a ação, os suspeitos fugiram do local.

Durante a fuga, houve um confronto com policiais da ROCAM, mas os envolvidos conseguiram escapar. As investigações prosseguiram e, em abril do ano passado, o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) apreendeu uma arma de fogo na residência de Raimundo de Sousa.

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De acordo com o delegado, a microcomparação balística comprovou que a arma apreendida foi utilizada no crime. A apuração indicou ainda o uso de armamentos de calibres diferentes, o que reforçou a conclusão de que Raimundo teria participado diretamente da ação. A investigação permanece aberta para identificar os outros dois suspeitos.

Raimundo já foi denunciado pelo Ministério Público e responde por homicídio qualificado no sistema prisional. Em interrogatório, ele negou envolvimento, mas a polícia aponta vínculos com uma facção criminosa e proximidade com lideranças do grupo.

O DHPP também relacionou o caso a uma sequência de conflitos iniciada em 2023, após o assassinato de Everton Gomes por desavenças pessoais. O crime teria desencadeado disputas entre grupos criminosos em diferentes regiões da cidade, resultando em ataques retaliatórios. Segundo a polícia, as vítimas desses ataques foram escolhidas de forma aleatória, sem ligação direta com facções.

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