DHPP investiga morte de mulher após denúncia de espancamento na zona Sul de Teresina
Vítima teria apontado autora das agressões antes de morrer; Polícia Civil aguarda laudo para confirmar causa da morte
RedaçãoA Delegacia de Feminicídio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a morte de Cleidiane Castelo Branco Rodrigues, de 38 anos, ocorrida na última segunda-feira (22), no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A principal linha de investigação apura a possibilidade de que a vítima tenha sido espancada dias antes de falecer.
Segundo informações da Polícia Civil, familiares relataram que Cleidiane chegou a identificar quem teria cometido as agressões antes de morrer. Com base nas informações reunidas até o momento, a principal suspeita já foi identificada e deverá prestar depoimento nesta sexta-feira (26).
Além da suspeita, um homem apontado como companheiro da vítima também foi citado por familiares. No entanto, de acordo com o delegado Danúbio Dias, a testemunha ouvida até o momento afirmou não ter conhecimento da participação dele no caso. O homem, que vive em situação de rua, ainda não foi localizado para prestar esclarecimentos.
As investigações apontam que as supostas agressões ocorreram no dia 20 de junho, na região do bairro Ilhotas, zona Sul de Teresina. Após o episódio, Cleidiane foi atendida inicialmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar e, em seguida, transferida para o HUT, onde morreu três dias depois.
Apesar dos relatos apresentados pela família, a Polícia Civil adota cautela na condução do caso. A declaração de óbito não registra, até o momento, sinais de agressão física como causa da morte, e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) será fundamental para esclarecer as circunstâncias do falecimento.
Conforme o delegado responsável pelo inquérito, a principal hipótese investigada é de que as agressões tenham sido motivadas por ciúmes, em razão de um suposto relacionamento anterior da vítima com o companheiro da suspeita.
A Polícia Civil informou ainda que Cleidiane era usuária de drogas, vivia em situação de rua e possuía registro policial por ameaça. O caso segue sob investigação, e a conclusão do laudo pericial deverá auxiliar na definição da causa da morte e na responsabilização dos eventuais envolvidos.