Justiça manda a júri acusado de matar homem após desavença no Cidade Jardim
Crime teria sido motivado por boatos de traição; acusado seguirá preso até julgamento popular
RedaçãoA Justiça do Piauí decidiu levar a júri popular Wellisson Castro da Silva, acusado de matar a facadas Francisco Adriano Rodrigues da Silva no bairro Cidade Jardim, em Teresina. A decisão foi assinada pelo juiz Ronaldo Paiva, titular da 1ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca da capital.
Segundo o magistrado, há indícios suficientes de autoria, materialidade e qualificadoras que justificam o julgamento pelo Tribunal do Júri.
O crime aconteceu no dia 1º de outubro de 2025, em uma praça da região. Conforme as investigações, Wellisson teria saído de casa para comprar um frango quando encontrou Francisco no local. Os dois iniciaram uma discussão motivada por desavenças antigas relacionadas a supostos boatos de traição envolvendo a companheira do acusado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, durante o confronto Wellisson atacou Francisco com vários golpes de faca. A acusação sustenta que a vítima foi surpreendida e tentou fugir, mas acabou atingida diversas vezes, inclusive pelas costas.
Mesmo ferido, Francisco ainda correu até uma padaria próxima, onde caiu no banheiro do estabelecimento com intensa perda de sangue. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos.
Durante o processo, a esposa do acusado afirmou que a vítima fazia provocações constantes e relatou que, após o crime, Wellisson chegou em casa dizendo que havia esfaqueado Francisco.
Em depoimento, o acusado alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que a vítima teria sacado uma faca primeiro.
Wellisson responderá por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A Justiça também manteve a prisão preventiva do acusado até a realização do julgamento.
Com a decisão de pronúncia, o processo entra agora na fase de preparação para o plenário do júri, quando Ministério Público e defesa deverão apresentar o rol de testemunhas e demais provas que serão utilizadas no julgamento popular.