Justiça mantém preso motorista que matou mototaxista na Frei Serafim em Teresina
Prisão de engenheiro é convertida em preventiva após atropelamento que causou revolta na capital
A Justiça do Piauí decidiu converter em prisão preventiva a detenção do engenheiro civil Carlos Eduardo Marques Ângelo, acusado de atropelar e matar o motociclista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, na manhã do último domingo (15), na Avenida Frei Serafim, no Centro de Teresina.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (16) e encerrou, pelo menos por enquanto, qualquer possibilidade de o suspeito deixar rapidamente a prisão após o episódio que chocou moradores da capital.
O caso ganhou grande repercussão devido à violência da colisão e às circunstâncias em que ela ocorreu. Segundo informações registradas no auto de prisão, o motorista se recusou a realizar o teste do bafômetro no momento da abordagem policial.
Dentro do veículo conduzido por ele, um Chevrolet Onix, os policiais encontraram uma garrafa de bebida alcoólica parcialmente consumida, um invólucro com substância semelhante à maconha, além de triturador de ervas, “seda”, isqueiro e outros objetos que reforçaram as suspeitas sobre o estado em que o motorista se encontrava no momento da ocorrência.
De acordo com relato dos policiais militares que atenderam a ocorrência, o suspeito apresentava sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora, incluindo fala desconexa e comportamento considerado incompatível com a normalidade.
O atropelamento ocorreu no cruzamento das avenidas Frei Serafim e Miguel Rosa, uma das regiões mais movimentadas da cidade. A vítima, Edson Barbosa, estava parada no semáforo, respeitando a sinalização, quando teve a motocicleta violentamente atingida na traseira pelo carro conduzido pelo engenheiro.
Segundo a sargento da Polícia Militar, Lidiane Rocha, a força da colisão foi tamanha que a motocicleta foi arrastada por mais de 40 metros.
“Pelas informações levantadas no local, o veículo Onix colidiu na traseira da moto, que estava parada no semáforo, antes da faixa de pedestres. Após o impacto, a motocicleta foi arrastada por mais de 40 metros até próximo do outro cruzamento”, explicou a policial.
O motociclista morreu ainda no local, deixando familiares, amigos e colegas de trabalho em estado de choque. Edson trabalhava como mototaxista e motociclista por aplicativo e era o principal provedor da família.
Diante da gravidade do caso e da forte repercussão na sociedade, a decisão judicial de converter a prisão em preventiva foi vista como uma resposta necessária diante de um episódio que ultrapassa, e muito, a ideia de um simples acidente de trânsito.
Afinal, quando alguém decide dirigir após consumir álcool, possivelmente outras substâncias e ainda ignora completamente as regras básicas de segurança, o resultado costuma ser previsível e trágico.
Agora, com o suspeito mantido preso, o caso seguirá para investigação e posterior julgamento. E a expectativa da família da vítima e da sociedade é uma só: que a Justiça continue fazendo exatamente o que precisa ser feito quando a irresponsabilidade ao volante termina em morte.
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