Polícia trata morte no trânsito como homicídio e cobra punição exemplar

Engenheiro deve ser indiciado por crime doloso após atropelar mototaxista parado
Redação

A Polícia Civil endureceu o tom e o enquadramento sobre o atropelamento que matou o mototaxista Edson Barbosa Dias, de 47 anos, na Avenida Frei Serafim. Para o delegado responsável pelo caso, o engenheiro Carlos Eduardo Marques, de 25 anos, assumiu conscientemente o risco de matar ao dirigir após uma noite de consumo de álcool, o que caracteriza homicídio doloso qualificado.

Foto: Redes Sociais
Carlos Eduardo Marques Ângelo

A vítima estava parada no semáforo, sem qualquer chance de reação, quando foi atingida. Diante das circunstâncias, a investigação trata o caso como assassinato no trânsito, reforçando a necessidade de responsabilização rigorosa para quem transforma um veículo em instrumento de morte por imprudência.

Foto: Reprodução
Delegado Carlos Eduardo

A Delegacia de Trânsito reúne provas técnicas para sustentar o indiciamento. Foram solicitadas imagens do sistema SPIA e da Strans, que devem auxiliar na reconstituição do trajeto e na apuração da velocidade do veículo, possivelmente acima do limite de 60 km por hora na via. O material será analisado pela perícia criminal, que fará os cálculos necessários para comprovar o excesso.

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Há também indícios de que o condutor esteve em uma casa noturna antes do acidente. Imagens do local, além de depoimentos de testemunhas que estavam em um posto de combustível e de outros motociclistas, devem reforçar o conjunto probatório.

A Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito dentro do prazo legal e encaminhar o caso à Justiça com base sólida. O entendimento é claro, dirigir sob efeito de álcool não é descuido, é escolha, e quando essa escolha resulta em morte, a resposta do Estado precisa ser firme.

Foto: Redes Sociais
Motociclista Edson Barbosa morre após colisão com carro na Avenida Frei Serafim

O caso reacende o alerta sobre a responsabilidade no trânsito. Um carro, nas mãos erradas, deixa de ser meio de transporte e passa a ser arma. E para esse tipo de crime, a sociedade espera não apenas investigação eficiente, mas punição à altura, como exemplo de que a impunidade não pode mais dirigir.

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