Sindicato denuncia supostas regalias recebidas por Deolane em penitenciária de SP
Entidade aponta tratamento diferenciado durante permanência da influenciadora em unidade prisional
RedaçãoO Sindicato dos Policiais Penais do Estado de São Paulo (Sinppenal) denunciou à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) supostas regalias recebidas pela advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra durante o período em que esteve custodiada na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte da capital paulista.
Segundo a entidade, Deolane permaneceu cerca de 14 horas na unidade prisional após ter a prisão preventiva decretada em investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado.
De acordo com o sindicato, a influenciadora teria ficado em uma sala separada das demais detentas, em um espaço anteriormente utilizado por internas que aguardavam consultas médicas. O local, segundo a denúncia, teria passado por adaptações antes da chegada dela, incluindo nova pintura, instalação de chuveiro elétrico exclusivo e uma cama diferente das estruturas de concreto normalmente utilizadas pelas presas da unidade.
O Sinppenal também afirma que Deolane recebeu alimentação diferenciada e que houve restrição de acesso ao espaço, inclusive para policiais penais que atuam no presídio.
A denúncia ocorre em meio ao cenário de superlotação enfrentado pela Penitenciária Feminina de Santana. Conforme dados citados pelo sindicato, a unidade possui capacidade para pouco mais de 2 mil detentas, mas atualmente abriga cerca de 2.825 mulheres.
A influenciadora foi presa no âmbito de uma investigação que também atingiu Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, e o irmão dele, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior. Ambos já cumprem pena na Penitenciária Federal de Segurança Máxima, em Brasília.
Após a passagem pela unidade da capital, Deolane foi transferida para o presídio feminino de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, onde permanece à disposição da Justiça.
Até o momento, a Secretaria da Administração Penitenciária não divulgou posicionamento oficial sobre as denúncias apresentadas pelo sindicato.