Defesa afirma ao STF que Bolsonaro não autorizou vídeo com inteligência artificial

Advogados dizem que ex-presidente não participou da produção do material exibido em convenção do PL
Redação

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), que ele não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz em um vídeo produzido com inteligência artificial (IA) e exibido durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25), em São Paulo.

Foto: Reprodução
defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (29) que ele não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz em um vídeo produzido com inteligência artificial (IA)

A manifestação foi encaminhada ao STF após determinação do ministro Alexandre de Moraes para que a defesa prestasse esclarecimentos sobre a produção e a exibição do conteúdo. O posicionamento também foi divulgado pelo advogado Paulo Cunha Bueno por meio de publicação nas redes sociais.

No documento, os advogados sustentam que Bolsonaro não poderia ter autorizado previamente a utilização de sua imagem e voz, argumentando que ele está submetido a restrições impostas por decisões judiciais, entre elas a proibição de receber visitas de determinadas pessoas, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL).

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Segundo a defesa, essa condição demonstra que não houve contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do vídeo.

Os advogados também afirmam que o uso da imagem de Bolsonaro por seus filhos em atividades político-partidárias sempre ocorreu de forma habitual, em razão da relação de confiança familiar e da condição pública do ex-presidente.

O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, que apura as circunstâncias relacionadas à produção e à exibição do material durante a convenção partidária.

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