MP Eleitoral reforça fiscalização contra compra de votos e abuso de poder nas eleições de 2026

Procurador afirma que promotores atuarão em todo o estado para coibir irregularidades durante a campanha
Redação

O Ministério Público Eleitoral (MPE) intensificará a fiscalização das eleições de 2026 no Piauí, com foco no combate à compra de votos, ao abuso do poder econômico, ao uso indevido da máquina pública e ao assédio eleitoral. A informação foi confirmada pelo procurador regional eleitoral, Kelston Lages, que destacou a atuação preventiva e repressiva da instituição para garantir a lisura do processo eleitoral.

Foto: Reprodução
Kelston Pinheiro Lages

Segundo o procurador, os promotores eleitorais de todas as regiões do estado já receberam orientações para acompanhar de perto o período de campanha, uma vez que a maior parte das irregularidades costuma ocorrer nos municípios.

Kelston Lages explicou que, embora os principais atos do processo eleitoral sejam conduzidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), cabe aos promotores identificar e apurar possíveis infrações nas cidades, assegurando o cumprimento da legislação.

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Entre as principais preocupações da Procuradoria Regional Eleitoral estão denúncias envolvendo o uso de eventos tradicionais promovidos por administrações municipais para favorecer candidaturas, situação que pode configurar conduta vedada pela legislação eleitoral.

O procurador ressaltou que a atuação do Ministério Público não tem como objetivo interferir na disputa política, mas garantir que todos os candidatos concorram em igualdade de condições e que a vontade do eleitor seja preservada.

Além da fiscalização, o MPE também desenvolve ações preventivas por meio da expedição de recomendações e orientações destinadas a partidos, candidatos e agentes públicos, buscando evitar práticas irregulares durante o período eleitoral.

Kelston Lages também chamou atenção para o combate ao assédio eleitoral, caracterizado pela tentativa de influenciar ou constranger eleitores no exercício do voto, tanto no setor público quanto na iniciativa privada. Segundo ele, a prática pode resultar em cassação de registro ou diploma, além de responsabilização criminal, conforme prevê a legislação eleitoral.

De acordo com o procurador, o fortalecimento da fiscalização e das ações preventivas é essencial para assegurar eleições transparentes, equilibradas e em conformidade com as regras democráticas.

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