Wellington rebate Huck e diz que crítica ao Bolsa Família revela preconceito social
Ministro defende programa social, geração de renda e ironiza visão distante da realidade dos pobres
RedaçãoO ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, rebateu nesta segunda-feira (25) as declarações do apresentador Luciano Huck sobre o Bolsa Família e afirmou que parte das críticas ao programa social carrega preconceito contra a população mais pobre do país.
Durante entrevista em Teresina, o ministro contestou a fala de Huck, que declarou, durante o 5º Fórum Esfera, que municípios com forte presença do Bolsa Família poderiam acabar desestimulando famílias a deixarem o programa.
Ao citar o município baiano de Senhor do Bonfim, o apresentador afirmou que “ao concentrar 56% da sua economia no Bolsa Família, você não gera estímulo para as pessoas saírem”.
Wellington Dias reagiu afirmando que os dados mencionados não refletem a realidade econômica da cidade e criticou análises feitas sem aprofundamento técnico ou social.
“É preciso ter cuidado para não transformar desinformação em preconceito. Existe muito preconceito com os mais pobres”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington, a economia de Senhor do Bonfim é sustentada principalmente pelo comércio, setor de serviços, turismo, agropecuária e outras atividades produtivas, e não exclusivamente pelos programas de transferência de renda.
O ministro também destacou que o Bolsa Família se consolidou internacionalmente como referência no combate à pobreza e na inclusão social.
“O Bolsa Família é tão eficiente que hoje inspira políticas públicas em mais de 140 países. É um modelo que combate a fome e também incentiva o emprego e a movimentação da economia”, declarou.
Wellington Dias afirmou ainda que cerca de 10 milhões de pessoas deixaram o programa nos últimos anos por aumento da renda familiar e melhora das condições econômicas.
“Se fosse um programa de dependência, como alguns tentam insinuar de forma confortável em auditórios climatizados, essas pessoas não teriam superado a condição de pobreza”, comentou, em tom crítico.
O ministro também ressaltou que beneficiários do Cadastro Único e do Bolsa Família lideram atualmente o preenchimento das novas vagas de emprego formal no país.
“Hoje o trabalhador quer emprego digno, quer oportunidade e renda. A lógica de trabalhar apenas por sobrevivência precisa ficar no passado”, afirmou.
A declaração reforça a defesa do Governo Federal de que programas sociais não apenas reduzem desigualdades, mas também movimentam a economia local, fortalecem o consumo e ampliam oportunidades para milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade social.